30/04/2003 08h31 – Atualizado em 30/04/2003 08h31
Dourados ainda corre o risco de perder a Gerência Executiva da Previdência Social. A decisão deve sair esta semana e é aguardada com muita expectativa por parte dos cerca de 40 funcionários do órgão na cidade. No dia 10 deste mês três deputados federais estiveram reunidos com o diretor-presidente do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), Taiti Inenami, e disseram que tiveram dele a garantia de que o escritório da segunda maior cidade do Estado permaneceria atendendo. Os deputados federais Geraldo Resende (PPS), Murilo Zauith (PFL), João Grandão e Antonio Carlos Biffi (ambos do PT) defenderam a manutenção da gerência do órgão em Dourados, e disseram que Inenami manteria a agência aberta. Mas por parte dos servidores a segurança não é tão grande assim. Muitos temem o fechamento da gerência e as conseqüências que isso traria para a cidade e para os servidores, já que muitos poderiam ser transferidos para outras cidades. Segundo o gerente do INSS, Noé Costa da Silva, não existe ainda nada de oficial, mas as possibilidades do fechamento são reais. Um Decreto Presidencial obriga o órgão a reduzir em 10 por cento seu efetivo e das 112 gerencias do País apenas 89 permaneceriam abertas. No caso de Dourados todo o trabalho ficaria subordinado a Campo Grande. Noé disse que o Posto de Atendimento continuaria atendendo e para o grande público não traria grandes dificuldades, mas as decisões que hoje são tomadas em Dourados dependeriam do aval da Gerência da Capital. O escritório do INSS em Dourados atende outros 37 municípios, atingido aproximadamente 700 mil pessoas. “Uma eventual extinção da gerência douradense, ao invés de economia de gastos, traria aumento significativo nas despesas do órgão e transtornos para a população regional”, disse o deputado federal Geraldo Resende. A decisão do fechamento ou não da gerência em Dourados deverá sair até o final de semana.






