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sábado, 13 de junho de 2026

Novo incidente em Fallujah: dois mortos e 15 feridos

30/04/2003 07h46 – Atualizado em 30/04/2003 07h46

FALLUJAH, Iraque — Soldados dos Estados Unidos abriram fogo em Fallujah contra manifestantes iraquianos que protestavam nesta quarta-feira contra a morte de 15 civis em um incidente similar, ocorrido na noite de segunda-feira. Fontes do hospital da cidade informaram que duas pessoas morreram e pelo menos 15 ficaram feridas.

Não houve, de imediato, notícias sobre baixas entre os soldados norte-americanos.

Os choques em Fallujah, uma cidade de maioria muçulmana sunita, a cerca de 50 quilômetros a oeste de Bagdá, reflete as crescentes tensões provocadas pela presença militar norte-americana.

Cerca de mil pessoas percorreram a principal rua de Fallujah, parando em frente ao prédio que pertenceu ao Partido Baath, de Saddam Hussein, e é atualmente ocupado por soldados da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército dos Estados Unidos.

Os manifestantes, que carregavam cartazes condenando o tiroteio de segunda-feira, começaram a atirar pedras e sapatos contra o prédio, por volta das 10h30 (hora local). Os soldados abriram fogo, dispersando a multidão.

No final do tiroteio, os manifestantes voltaram para recolher os feridos.

O major norte-americano Michael Marti disse que um comboio militar passava pelo local na hora da manifestação e os soldados que viajavam nele abriram fogo contra a multidão após serem atacados com pedras, e uma janela de um dos veículos ser quebrada por supostos tiros.

Com a passagem do comboio, os manifestantes “começaram a atirar pedras e, em determinado momento, os soldados foram atacados com o que acreditaram ser um fuzil AK-47” e abriram fogo, relatou Marti.

O capitão Jeff Wilbur disse que os soldados que estavam no prédio começaram a atirar depois de ouvir os disparos dos que estavam no comboio.

Autoridades da cidade que testemunharam o incidente declararam não ter visto ou ouvido tiros vindo dos manifestantes.

Helicópteros Apache norte-americanos sobrevoaram a área durante e depois da manifestação.

Militares norte-americanos reuniram-se com o prefeito de Fallujah, Taha Bedaiwi al-Alwani, e xeques da região na esperança de reduzir as tensões, enquanto dezenas de manifestantes se aglomeravam em frente à prefeitura.

“Saiam, saiam!”, gritava um manifestante para os soldados que protegiam a entrada do prédio.

Ao final da reunião, o imã da mesquita de Fallujah, Jamal Shaqir Mahmood, declarou: “Os norte-americanos disseram que document.write Chr(39)não reduzirão sua presença, que os soldados são necessários para a segurançadocument.write Chr(39). Mas o povo de Fallujah lhes disse que nós já temos segurança”.

As forças norte-americanas não deram indicações de que reduziriam sua presença em Fallujah, onde há fábricas suspeitas de integrar os supostos programas de armas banidas do regime de Saddam Hussein.

No entanto, os soldados norte-americanos deixaram a escola que também usavam como base, uma exigência dos manifestantes, na segunda-feira.

(Com informações da Associated Press)

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