30/04/2003 16h43 – Atualizado em 30/04/2003 16h43
Os oficiais da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul classificaram de “imoral” a proposta de reajuste salarial feita pelo governador Zeca do PT. Pelo menos 60 oficiais estiveram reunidos às 12h desta quarta-feira, no auditório do Comando Geral da PM, para avaliar a situação.
“Todos foram unânimes em dizer que a proposta do governo é imoral”, declarou o presidente do Clube dos Oficiais da PM e do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Antônio Carlos Soares. O governo estadual ofereceu um reajuste de 3%, embora a reivindicação da categoria é de 32,48%, com base nas perdas salariais, decorrentes do período inflacionário dos últimos 12 meses, apurado pelo IGMP-FGV.
Os policiais prometem pressão redobrada, a partir da semana que vem, para que seus salários sejam corrigidos. Na próxima segunda-feira, haverá nova tentativa de acordo com o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Dagoberto Nogueira, durante audiência marcada para as 8h.
Soares não quis adiantar qual será a nova estratégia a ser adotada daqui para frente, limitando-se a dizer que prefere aguarda a conversa entre o secretário e o Casseg (Comitê de Avaliação Salarial da Segurança Pública), formado por representantes das polícias Civil e Militar e Corpo de Bombeiros.
Uma possível paralisação só poderá ocorrer, segundo ele, através de decisão aprovada em assembléia-geral, assim mesmo depois de esgotadas todas as tentativas de negociações com o governo. Em todo o Estado, existe um efetivo de cerca de 500 oficiais militares, entre ativos e inativos, incluindo o Corpo de Bombeiros. O presidente do Clube dos Oficiais explicou que um soldado PM recebe hoje em torno de R$ 800 por mês, enquanto um coronel, R$ 4,5 mil mensais.




