30/04/2003 14h41 – Atualizado em 30/04/2003 14h41
O governador Zeca do PT pediu hoje ao ministro interino do Meio Ambiente, Carlos Langoni, secretário executivo do ministério, o apoio do governo federal para a abertura de um processo de diálogo com o governo do Paraguai destinado a coibir a pesca predatória nos rios Apa e Paraguai. Pescadores paraguaios utilizam redes, espinhelas e até bombas para a pesca na região. Segundo o governador, as medidas de proteção _ que podem surgir através de um acordo entre os governos dos dois países _ são necessárias para eliminar a ameaça que paira sobre os estoques de peixe na região do Pantanal se a pesca predatória continuar.
Durante a audiência com Zeca do PT mostrou também um levantamento fotográfico e estudos técnicos sobre o malha ferroviária entre Campo Grande e Corumbá para demonstrar que para a implantação do Trem do Pantanal _ projeto fundamental para o incremento do turismo contemplativo em toda a região _, é preciso apenas a recuperação da estrada de ferro já construída pela Noroeste do Brasil. “Não é necessário fazer novos trilhos. É só recuperar a rede já existente”, explicou o governador, que quer o apoio do governo federal para a implantação do projeto o mais rápido possível. Zeca do PT também pediu o apoio do ministério para a superação dos entraves burocráticos necessários à implantação do Programa Pantanal.
O governador quer uma parceria com os órgãos federais para promover uma mudança de cultura na questão da pesca em Mato Grosso do Sul. “Não se trata de proibir por proibir. É preciso criar mecanismos de substituição à pesca comercial e profissional”, afirmou o governador. Ele é favorável que apenas a população ribeirinha, que usa a pesca como sustento, seja mantida na atividade.
Zeca do PT pediu também a ajuda do Ministério do Meio ambiente para a implantação de um programa de prevenção às queimadas na região do pantanal. “Queremos nos antecipar e coibir ao máximo as queimadas. Quem conhece o Pantanal sabe que quando chegar o período (setembro) as queimadas vão acontecer. É preciso prevenir”, afirmou.





