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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Especialistas aprovam duas seqüências genéticas do vírus da Sars

02/05/2003 07h57 – Atualizado em 02/05/2003 07h57

WASHINGTON — Duas seqüências genéticas quase idênticas do vírus da síndrome respiratória aguda grave (Sars) foram revisadas e aprovadas por especialistas e serão publicadas pela revista científica Science, uma das mais conceituadas do mundo.

A publicação da seqüência genética poderá ajudar a encontrar medicamentos e, talvez, uma vacina contra a doença, que se espalhou pela Ásia e chegou ao Canadá, matando quase 400 pessoas e deixando mais de 5.000 infectadas.

Uma equipe canadense traçou a primeira seqüência genética de uma cepa do vírus que causa a Sars utilizando material colhido de um paciente em Toronto, informaram fontes da revista, na quinta-feira.

Pouco depois, um grupo liderado por cientistas norte-americanos desenvolveu a seqüência de outra forma do vírus, chamada cepa Urbani, que pesquisadores holandeses tinham associado com uma doença pulmonar.

Ambas seqüências foram registradas na Internet em 15 de abril, mas apenas agora foram revisadas por outros especialistas, em uma prática científica que avaliza os trabalhos.

“As duas equipes de pesquisa produziram essas seqüências com rapidez e eficiência, em um modelo de cooperação entre vários grupos”, disse Don Kennedy, diretor da revista Science.

“Como essa informação é fundamental para a saúde pública, a Science vai publicá-la imediatamente, após a importante revisão dos especialistas”.

Os cientistas afirma que as seqüências genéticas autenticadas permitirão aos pesquisadores desenvolver mais rapidamente testes para diagnosticar a Sars e vacinas para combater a doença respiratória, que se propaga facilmente.

A seqüência genética confirma que a Sars é uma nova variedade do coronavírus. Outros vírus desse grupo causam uma doença respiratória em frangos e perus, uma enfermidade respiratória leve nos seres humanos e uma variável da hepatite em ratos.

No entanto, os pesquisadores dizem que descobriram diferenças nas seqüências genéticas, o que sugere que a Sars é uma nova variável do coronavírus e não uma mutação recente de um tipo conhecido.

(Com informações da Associated Press)

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