02/05/2003 08h41 – Atualizado em 02/05/2003 08h41
BRASILIA (AP) — As principais organizações sindicais do Brasil comemoraram nesta quinta-feira o Dia do Trabalho com festivais musicais, sorteios de apartamentos e veículos, além de comícios em que exigiram soluções para o problema da fome e do desemprego.
Os sindicalistas consideraram “insuficiente” o aumento de 20 por cento no salário mínimo, que passou de 200 a 240 reais, por mês, correspondentes a 80 dólares. Eles querem que o governo fixe o mínimo em pelo menos 100 dólares, pagos em reais.
As principais manifestações ocorreram na cidade de São Paulo e em municípios da Grande São Paulo.
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, ou Paulinho, como é chamado, e que seria o futuro candidato do oposicionista PDT, de Leonel Brizola, para o governo do Estado, disse que sua organização “vai pressionar o executivo para que reformule sua política econômica e aplique medidas que favoreçam os trabalhadores”.
Paulinho anunciou que a Força Sindical vai realizar nas próximas semanas manifestações de rua com o lema “mais emprego”.
Acrescentou que os salários perderam seu poder aquisitivo em conseqüência da inflação e que algumas empresas fecharam suas portas pela falta de incentivos oficiais para a produção.
Este é o primeiro Dia do Trabalho como presidente para o ex-líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva, que não participou das manifestações, tendo preferido assistir a uma missa em São Bernado e fazer visita a CNBB, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil.
A Força Sindical mobilizou no centro de São Paulo um público estimado em 800.000 pessoas. Da programação feita, constou o sorteio de apartamentos, veículos e outros bens para os presentes.
Por sua vez, a Central Única de Tabalhadores (CUT), presidida por João Felício, organizou vários eventos, principalmente nos bairros paulistas.
Em seu discurso durante uma das manifestações, Felício ressaltou que os líderes da CUT criticam algumas medidas implementadas pelo governo, entre elas o aumento das taxas de juros e as reformas tributárias e da Previdência. Nesta última, foi particularmente criticada a previsão de fazer com os aposentados também contribuam para a Previdência.
(Com informações da Associated Press)




