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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Uma das ex-siamesas guatemaltecas passará por nova cirurgia

02/05/2003 11h06 – Atualizado em 02/05/2003 11h06

CIDADE DA GUATEMALA — Maria Teresa Quiej Alvarez, uma das ex-siamesas guatemaltecas que nasceram unidas pelo crânio e foram separadas por médicos em Los Angeles, nos Estados Unidos, passará por uma nova cirurgia no final desta semana, informaram fontes à agência de notícias Associated Press.

A decisão da operação foi tomada depois que o neurocirurgião Jorge Lazareff, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, viajou à Guatemala para examinar Teresita, como a menina de 1 ano e 9 meses é conhecida.

A menina está hospitalizada desde 15 de abril, quando foi operada de emergência para a retirada de uma válvula de sua cabeça que tinha se infectado com a bactéria E. Coli, provocando meningite.

O dispositivo havia sido colocado na cabeça de Teresita em outubro passado, no hospital de Los Angeles onde as irmãs foram separadas, e servia para evitar o acúmulo de líquidos em seu cérebro.

Agora, Lazareff, que voltou a Los Angeles na quarta-feira, explicou que a infecção está controlada.

“Estou absolutamente impressionado de ver como Maria Teresa está se recuperando”, declarou Lazareff, em um comunicado. “Ela já saiu da unidade de terapia intensiva e está em um quarto”.

Um médico da Fundação Pediátrica Guatemalteca (FPG), dr. Ludwig Ovalle, informou à AP que a válvula deverá ser recolocada no cérebro da menina para que ela se recupere e possa voltar para casa.

“A nova cirurgia está prevista para a próxima sexta-feira”, disse o pediatra.

A vice-diretora de pediatria do hospital Nuestra Señora del Pilar, Eugenia Vásquez, informou aos jornalistas que a cirurgia será realizada pelos médicos Aníbal Pozuelos e Enrique Azmitia.

Maria Teresa e sua irmã Maria de Jesus nasceram no dia 25 de julho de 2001, na cidade de Mazatenango, onde viviam seus pais, Wenseslao Quiej e Alba Leticia Alvarez.

Aos 9 meses, as irmãs foram levadas para o hospital Mattel, em Los Angeles, onde foram submetidas à cirurgia de separação, em agosto de 2002.

As meninas voltaram para a Guatemala no dia 13 de janeiro e vivem com seus pais em uma casa doada pela FPG, na capital.

Maria de Jesus, que em fevereiro foi brevemente internada por causa de uma infecção em seu couro cabeludo, está bem de saúde e continua realizando as terapias necessárias para se recuperar, informou a FPG.

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