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domingo, 21 de junho de 2026

EUA, Grã-Bretanha e Polônia coordenarão três setores para estabilizar o Iraque

03/05/2003 10h58 – Atualizado em 03/05/2003 10h58

O Iraque será dividido em pelo menos três setores militares, cada um sob o comando de tropas multinacionais, com o objetivo de estabilizar o país, informou o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a Polônia comandarão cada um desses três primeiros setores e outros mais poderão ser criados, de acordo com as necessidades.

A Organização das Nações Unidas (ONU) terá um papel limitado às operações humanitárias, de acordo com uma proposta organizada pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha.

A proposta foi decidida na quarta-feira passada, em Londres, na Conferência da Coalizão pela Estabilidade das Operações, reunindo 16 países e organizada pelo ministro de Defesa britânico, Geoffrey Hoon.

A operação funcionaria simultaneamente com qualquer atividade de combate realizada pelas forças dos Estados Unidos.

As autoridades não calcularam ainda quantas tropas estariam envolvidas nos esforços de estabilização do Iraque.

Tanto as forças de estabilização como as de combate serão dirigidas pelo general David McKiernan, comandante de operações terrestres dos Estados Unidos.

De acordo com as autoridades, a divisão dos setores não terá como base nem a geografia e nem os grupos étnicos do Iraque.

Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha montaram uma proposta de resolução para apresentar ao Conselho de Segurança da ONU e que contém o papel que gostariam que a organização tivesse no Iraque: de coordenação da ajuda humanitária.

Itália, Espanha, Ucrânia, Dinamarca, Bulgária e Holanda ofereceram-se para ajudar na operação de estabilização do Iraque. A Albânia também tem um número pequeno de forças no Iraque. Todos esses países, provavelmente, fornecerão policiais militares e infantaria, se necessário.

Outros países que estavam na reunião de Londres e que poderiam oferecer apoio são Filipinas, Austrália e Coréia do Sul.

Catar também participou da reunião, representando o Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico, e é provável que forneça ajuda financeira aos países mais pobres que participem da operação, a fim de pagar por seus custos.

Nações árabes já disseram, confidencialmente, aos Estados Unidos que é bem provável que não enviem tropas ao Iraque por causa das diferenças políticas, religiosas e étnicas que envolvem curdos e muçulmanos xiitas e sunitas.

Outras reuniões para discutir o plano serão realizadas na Grã-Bretanha, na próxima quarta-feira, e na Polônia, em 22 de maio.

A maioria dos países pode fornecer hospitais de campanha, engenharia, retirada de minas terrestres, defesa civil, perícia nuclear-química-biológica e reconhecimento.

De acordo com autoridades dos Estados Unidos, os três países europeus que mais se opuseram à guerra no Iraque – França, Alemanha e Rússia – não foram convidados a participar de qualquer esforço de estabilização do Iraque.

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