05/05/2003 08h13 – Atualizado em 05/05/2003 08h13
BRASÍLIA — Uma nova missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) chega nesta semana ao Brasil, na terceira visita de técnicos do organismo financeiro para revisar o acordo de 30 bilhões de dólares firmado no ano passado.
Se as contas forem aprovadas, nesta nova revisão, o país estará apto a receber cerca de 10 bilhões de dólares, recursos que iriam diretamente para as reservas internacionais.
Depois de analisar todos os números da economia brasileira, os técnicos elaboram um relatório que será submetido à direção do FMI.
No Memorando Técnico de Entendimento, o próximo desembolso está previsto para o início de junho.
Até agora, já foram liberados para o Brasil mais de 10 bilhões de dólares, dos quais seis bilhões em 2002 e mais 4,1 bilhões neste ano.
Oficialmente, o governo não revela se fará esse novo saque.
O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, admite que não existe nenhuma razão para descartar esses novos recursos, mas acrescentou que o governo tomará a decisão no momento apropriado.
A equipe econômica chefiada pelo ministro Antonio Palocci decidiu reforçar a política fiscal e propôs elevar o superávit primário (despesas menos receitas, sem o gasto com os juros) de 3,75 por cento para 4,25 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), com o intuito de reduzir a relação dívida/PIB.
O governo estabeleceu e tem cumprido com folga esse objetivo.
Em março, segundo o Banco Central, as contas do setor público registraram superávit primário de 6,8 bilhões de reais, o melhor resultado para o período, desde o início da série, em 1991.
No acumulado do ano, a economia do governo chegou a 22,8 de reais (6,24 por cento do PIB) – 7,4 bilhões de reais a mais do que a meta trimestral acertada com o FMI.
(Com informações da Agência Brasil)




