05/05/2003 08h02 – Atualizado em 05/05/2003 08h02
BRASÍLIA — Pelo menos 42 das quase 160 línguas indígenas do Brasil estão em perigo de extinção devido ao número reduzido de usuários ou à falta de transmissão às novas gerações, mas a Coordenação de Ciência Humanas do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) receberá ajuda externa em seus esforços para documentar os idiomas ameaçados.
“A documentação dessas línguas é urgente, como também medidas para revitalizá-las”, disse Denny Moore, o coordenador da área de lingüística do MPEG, que é vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
“As comunidades indígenas, conscientes da necessidade de preservar a sua herança cultural e lingüística, desejam projetos nesse sentido”, acrescentou.
Neste mês, Moore recebeu a notícia de que o projeto “Documentação de Cinco Línguas Tupi Urgentemente Ameaçadas”, coordenado por ele e elaborado em co-autoria com Ana Vilacy Galucio, foi aprovado pelo Endangered Languages Documentation Programme, da Grã-Bretanha.
O projeto brasileiro receberá cerca de três milhões de reais da entidade britânica para realizar, em três anos, a documentação das línguas Puruborá, Mekens, Ayuru Mondé (Rondônia) e Xipáya (Pará).
De acordo com Deny Moore, projetos como o dele e outros em andamento no Brasil, são importantes por trazerem recursos financeiros para apoiar pesquisas e trabalhos práticos no país.
Também trazem novas tecnologias e metodologias de documentação, que vêm fortalecendo o desenvolvimento científico no país, visando a beneficiar as comunidades indígenas.
O Museu Paraense Emílio Goeldi foi criado em Belém, em 1866, por idealistas que acreditavam no futuro da Amazônia e da necessidade de se pesquisar os seus recursos naturais, a flora, a fauna, as rochas e minerais, os grupos indígenas, a geografia e a história da região.
(Com informações da Agência Brasil)





