05/05/2003 16h36 – Atualizado em 05/05/2003 16h36
Por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Educação e a Prefeitura Municipal de Dourados, a instrutora de Língua Brasileira de Sinais (Libras), professora Shirley Vilhalva, estará ministrando palestra sobre como trabalhar com alunos surdos em classe comum.
O evento, que acontece amanhã, na Escola Municipal Tenguatuí Marangatu, é destinado a cerca de 50 professores indígenas, das etnias Guarani-Kaiowá, Guarani-Ñandeva e Terena, da Aldeia Jaguapiru, e tem como objetivo principal ensinar estes educadores a conhecer a surdez e classifica-la para facilitar o aprendizado dos alunos que apresentam dificuldades de audição.
De acordo com a palestrante, Shirley Vilhalva, na aldeia existem cinco alunos surdos, que se comunicam apenas através da língua de sinais local, o guarani. Durante a visita, Shirley pretende também realizar um estudo das características de comunicação destes alunos, tendo como preocupação a valorização do dialeto indígena, para depois, implementar a Libras na comunidade.
Shirley explica ainda que o resultado final do estudo será o registro da língua de sinais específica local (o guarani), através de fotos, desenhos e gravações em vídeos. Trata-se de um trabalho pioneiro, já que o único povo indígena que possui uma linguagem de sinais própria é o Urubu-Kaapor, localizado no Maranhão.





