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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Máxima precisa de reforma urgente, segundo CDDH

05/05/2003 10h28 – Atualizado em 05/05/2003 10h28

Terminou há pouco a visita dos representantes do CDDH (Centro de Defesa dos Direitos Humanos) ao EPSM (Estabelecimento Penal de Segurança Máxima), em Campo Grande. O vice-presidente da entidade, Gustavo Correa Bezerra de Araújo, diz que constatou as péssimas condições do presídio. O principal problema, segundo ele, é a superlotação. “A capacidade é para 360 detentos, mas existem 815”, diz. As delegacias de Campo Grande também estão superlotadas. Esta madrugada, 44 presos fugiram do 4ºDP. O número representa quase metade do que abriga o distrito.

“A Máxima precisa de uma reforma urgente, há um esgoto a céu aberto, goteiras, pouco espaço…”, continua. Outra deficiência é em relação ao baixo número de agentes. “Existem muitos presos doentes, com machucados, tuberculose…”. O único fator positivo encontrado foi em relação ao tratamento dos detentos com aids. “Tem um médico do Hospital Dia que vem para o presídio e trata essas pessoas”.

A visita ao IPCG (Instituto Penal de Segurança Máxima) foi cancelada pro causa do tempo. A data será marcada posteriormente. Na semana passada, o órgão fiscalizou o 4ºDP e a Polinter. Os resultados serão mostrados ao secretário de Justiça e Segurança Pública, Dagoberto Nogueira, na próxima quinta-feira.

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