05/05/2003 14h17 – Atualizado em 05/05/2003 14h17
Uma das expressões marcantes da cultura pantaneira está prestes a se tornar patrimônio cultural brasileiro. O processo de tombamento da viola-de-cocho será anunciado oficialmente na quarta-feira, às 20h, no Marco (Museu de Arte Contemporânea). No mesmo dia também serão abertas quatro exposições individuais e uma mostra didática sobre o processo de montagem da viola-de-cocho.
O pedido de tombamento foi feito pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e já foi encaminhado ao Ministério da Cultura. De acordo com a Gerência de Patrimônio e Artesanato da FCMS, responsável pela montagem do processo, a tramitação no Ministério deve demorar em torno de seis meses. A viola-de-cocho será tombada na modalidade “Bem Cultural de Natureza Imaterial”, instituída recentemente para a preservação da memória e assegurar a transmissão de manifestações culturais, expressões artísticas e conhecimentos tradicionais como terapias, culinárias regionais, festas tradicionais, lendas, mitos e feiras populares.
“Quando um bem cultural como a viola-de-cocho se torna patrimônio cultural, nós temos a segurança de que ele não vai desaparecer. Hoje em dia são pouquíssimas as pessoas que ainda dominam a técnica de confecção e do manejo da viola. É nosso dever nos preocupar com esta questão e por isso demos início ao processo de tombamento”, diz o presidente da Fundação de Cultura, Pedro Ortale.
O anúncio do tombamento contará com a presença do grupo de cururueiros do senhor Agripino Magalhães. Aos 85 anos ele é um dos poucos que ainda mantém acesa a “chama” da viola-de-cocho em Mato Grosso do Sul. “Dos meus oito filhos, só um, que mora no Rio de Janeiro, toca a viola e dança o cururu”, ressalta o violeiro.




