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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Cruz Vermelha quer acesso a autoridades iraquianas capturadas pelos EUA

06/05/2003 13h59 – Atualizado em 06/05/2003 13h59

BAGDÁ — O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) declarou nesta terça-feira que quer acesso a todos os iraquianos detidos pelos Estados Unidos e a Grã-Bretanha na guerra do Iraque, incluindo os 55 integrantes do regime de Saddam Hussein mais procurados por Washington, dos quais 18 já estariam sob a custódia da coalizão.

O Governo Bush elaborou uma lista de 55 autoridades iraquianas que deseja capturar e afirma que algumas delas podem vir a ser indiciadas e levadas a julgamento.

O presidente do CICV, Jakob Kellenberger, disse que as autoridades e os ministros da lista são prisioneiros de guerra ou detentos civis, e que a Cruz Vermelha tem o direito de visitar os detidos nas duas categorias.

“Nós solicitamos acesso a todos os prisioneiros de guerra e detentos civis porque, de acordo com as Convenções de Genebra, o CICV tem que ter acesso, e nós ainda não tivemos”, ressaltou Kellenberger, em uma entrevista coletiva.

“As autoridades do governo iraquiano estão em uma das duas categorias”, observou. “Nós temos que ter a possibilidade de visitá-los. E nós pedimos isso”.

Kellenberger relatou que o CICV teve acesso a cerca de 7.000 prisioneiros de guerra e civis, mas buscava mais informações e acesso irrestrito aos detentos.

Na segunda-feira, autoridades norte-americanas anunciaram a mais recente rendição de um integrante da lista, a da microbiologista Huda Salih Mahdi Ammash, que teria conhecimento do suposto programa de armas biológicas de Saddam.

Os Estados Unidos já foram muito criticados por declarar que homens capturados na guerra do Afeganistão, que mantêm presos na base naval norte-americana da Baía de Guantánamo, em Cuba, eram “combatentes ilegais” – uma classificação que evita que usufruam automaticamente dos direitos de prisioneiros de guerra previstos nas Convenções de Genebra.

(Com informações da Reuters)

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