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quinta-feira, 18 de junho de 2026

EUA soltam 150 prisioneiros de guerra iraquianos

06/05/2003 14h15 – Atualizado em 06/05/2003 14h15

O Exército americano soltou nesta terça-feira outros 150 prisioneiros de guerra iraquianos no sul do país.

Eles receberam água e comida suficiente para duas semanas e US$ 5 (aproximadamente R$ 15) para voltarem para casa.

A correspondente da BBC Jane Peel, que esteve no campo de prisioneiros, disse que as libertações estão sendo feitas todos os dias e que restam apenas 2 mil dos 7 mil prisioneiros originalmente capturados.

Antes de libertar, os americanos registram, colhem amostras de impressões digitais e DNA dos prisioneiros.

Condicional

A liberdade é concidional, mas ninguém espera que os soldados fiquem por perto, e acordo com a correspondente da BBC.

Alguns foram capturados no começo da guerra. Outros se renderam.

A maioria diz que foi bem-tratada e estava feliz com o fim do regime de Saddam Hussein.

Outro correspondente, Frank Gardner, que também está no campo de prisioneiros, diz que os Estados Unidos ainda prendem aproximadamente 50 pessoas por dia. Muitos são autores de saques.

De acordo com Gardner, dias atrás um guarda matou a tiros um prisioneiro que o atacou com uma barra de metal.

O Exército americano pagou pelo enterro e, na seqüência, libertou todos os parentes do prisioneiro morto.

Prioridade

Os americanos também continuam a prender aqueles que aparecem na lista dos mais procurados do regime de Saddam Hussein.

A última prisão anunciada foi a de Huda Salih Mahdi Ammash, uma cientista ligada ao programa de armas biológicas.

Como continuação da busca por armas de destruição em massa, os fiscais nucleares da Organização das Nações Unidas (ONU) pediram urgência aos Estados Unidos para voltarem ao trabalho.

Eles querem investigar se algum material radioativo foi retirado dos depósitos nucleares do Iraque.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) teme que esse material possa provocar uma tragédia ambiental ou de saúde pública, além de ser usado para fazer uma bomba.

Mas o departamento de Estado americano afastou essa preocupação dizendo que o material desaparecido não era do tipo usado para isso.

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