06/05/2003 16h03 – Atualizado em 06/05/2003 16h03
NOVA YORK (CNN/Money) — O comitê de política monetária do Federal Reserve – o banco central norte-americano – decidiu, nesta terça-feira, manter a taxa básica de juros inalterada, em 1,25 por cento ao ano, mas alertou que a maior economia do mundo ainda está frágil e corre riscos.
A taxa, que se encontra neste patamar desde 6 de novembro passado, é a mais baixa em 41 anos. No comunicado em que explicou sua decisão, o Fed alegou que os últimos indicadores da economia norte-americana foram “decepcionantes”.
Mesmo reconhecendo haver elementos capazes de ajudar a economia a longo prazo, o Fed observou que, de imediato, existe uma preocupação com a perspectiva de deflação, de uma queda irrefreável nos preços, com prejuízo em potencial para os lucros das empresas.
“O comitê acredita que o equilíbrio dos riscos para se alcançar as metas tende para a fragilidade de um futuro imprevisível”, acrescentou.
A manutenção dos juros já era esperada, mas o rigor do comunicado do Fed surpreendeu muitos analistas. Após o anúncio, o dólar sofreu uma queda mais acentuada frente ao euro.
Com os juros tão baixos, muitos economistas acham que o comitê de política monetária pretende retardar um novo corte até que seja absolutamente necessário adotá-lo.
O Fed deixou claro que poderá reduzir ainda mais os juros se a debilidade da economia norte-americana persistir.
“Ao afirmar que os riscos tendem mais à fraqueza enquanto, ao mesmo tempo, diz esperar uma recuperação econômica nos próximos trimestres, o Fed revela que continua querendo agir, se necessário, mesmo dizendo não haver motivo para pânico”, comentou Anthony Chan, economista-chefe do Banc One Investment Advisors.
O Fed destacou, como indicadores negativos, o aumento no desemprego nos Estados Unidos, que em abril chegou a 6 por cento, e a queda na produção industrial.
Em 2001, na tentativa de conter a recessão iniciada em março daquele ano, o Fed reduziu os juros básicos 11 vezes.





