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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Sem rastreabilidade produtos brasileiros não avançam no mercado internacional

06/05/2003 17h25 – Atualizado em 06/05/2003 17h25

A Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul participou nesta segunda-feira (05) em Brasília do Fórum Nacional Permanente das Negociações Agrícolas Internacionais, onde estiveram reunidos junto com o Ministro da Agricultura, o presidente da CNA, Antônio Ernesto de Salvo e representantes da OCB- Organização das Cooperativas do Brasil e da Abag- Associação Brasileira de Agribusiness e contou ainda com a participação de diversas entidades que representam o agronegócio brasileiro. A reunião do Fórum discutiu a situação do setor agropecuário e as negociações com a OMC, Alca e Acordo Mercosul – União Européia. A diretora da Famasul Tereza Cristina Corrêa da Costa, que representou a entidade, falando hoje de Brasília, mostrou-se bastante preocupada com os avanços das negociações diante das exigências internacionais relacionadas aos aspectos sanitários e também aos problemas tarifários do país. Para Tereza Cristina se o Brasil não se adequar e fizer a rastreabilidade, ou seja comprovar a origem de seus produtos (fruticultura, suíno, bovinos etc) vai brigar a toa por uma cota maior de exportação. “O governo está trabalhando duro para garantir a ampliação dos negócios, mas não adianta tanto esforço se não tivermos toda parte de sanidade e rastreabilidade.” Afirmou Tereza. O Brasil vai tentar aumentar a pauta de produtos como carne, soja, milho, tabaco, algodão, entre outros.

As sugestões levantadas na reunião do Fórum serão discutidas em Assunção, Paraguai em uma reunião que envolve todos os países do mercosul, para elaboração de uma proposta conjunta que será apresentanda no próximo encontro da Organização Mundial do Comércio (OMC), que ocorre em setembro, em Cancún (México).

Eudete Petelinkar -Assessora de Comunicação Famasul

CNA defende ampliação da presença do setor privado nas negociações:

O coordenador do Fórum e vice-presidente para Assuntos Internacionais da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Gilman Viana Rodrigues, argumentou que o Brasil apresenta indicadores de que irá ingressar brevemente em período de forte crescimento econômico, o que deverá apresentar reflexos como o aumento de importações.

Por isso, Viana alegou que é preciso trabalhar para que os acordos internacionais não representem apenas a abertura do mercado brasileiro para produtos estrangeiros, mas também novas oportunidades de exportações para os produtores nacionais, tornando equilibrada a balança comercial. ” Não há comércio externo de uma mão só”, defendeu o coordenador do Fórum.

Ao considerar hipótese do fim das barreiras tarifárias em toda a região abrangida pela Área de Livre Comércio das Américas (Alca), Viana calcula um incremento anual de US$ 8 bilhões nas exportações do setor agropecuário brasileiro. Mas essa ampliação de vendas somente seria possível com efetivo fim das barreiras comerciais por todos os países envolvidos, argumentou.

Viana defendeu a elaboração de uma ação conjunta dos diversos órgãos de Governo, em parceria com o setor privado para a abertura de novos mercados e a derrubada de barreiras comerciais, aproveitando as novas oportunidades comerciais neste período de final da guerra no Oriente Médio. A idéia é aproveitar o conceito internacionalmente difundido de que o Brasil é importante agente na agropecuária. ” O mundo visualiza hoje o Brasil como grande fornecedor mundial de alimentos. Não podemos desprezar isso.”, disse Viana.

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