07/05/2003 08h38 – Atualizado em 07/05/2003 08h38
BRASÍLIA — O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, disse na noite desta terça-feira, depois de participar da abertura da Congresso do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), que o Brasil não tem nenhuma restrição quanto a possibilidade de firmar um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional.
“O novo acordo deve existir, se a situação a partir do meio ou do final do ano demonstrar necessidade”, disse.
Segundo ele, não existe nenhum rompimento com o Fundo como foi noticiado em alguns órgãos da imprensa.
“O Brasil faz superávit primário porque tem dívida, quem tem dívida deve pagá-la”, ressaltou. “Quem quer ordenar suas contas e ter estabilidade no longo prazo precisa por as contas em ordem”.
Palocci disse ainda que a decisão de recorrer novamente ao FMI ficará para o final do ano.
“Se as coisas continuarem melhorando, não só podemos ter menos necessidade de empréstimos internacionais como vamos colocar nossos motores para funcionar para o crescimento econômico”, afirmou.
O ministro da Fazenda disse também que as atuais oscilações do dólar não representam preocupação.
Segundo ele, o governo não tem a intenção de fixar um patamar para a taxa de câmbio, já que a determinação do governo é deixar a moeda oscilar livremente.
“Fixar câmbio não é um bom procedimento”, comentou em seguida. “Os países que fizeram isso no passado não tiveram um bom resultado no médio prazo”.
O ministro acescentou que alguns países, inclusive, foram à ruína e que o câmbio flutuante é a melhor maneira de fazer com que os indicadores econômicos melhorem.
(Com informações da Agência Brasil)




