08/05/2003 15h07 – Atualizado em 08/05/2003 15h07
O Banco Central Europeu manteve, nesta quinta-feira, a taxa de juros nos países da zona do euro em 2,5% – algo que já era esperado por analistas econômicos.
As taxas não foram alteradas apesar de as condições econômicas da Alemanha – a maior economia da Europa – e de outros países da zona do euro estarem se deteriorando.
A valorização de 9% do euro contra o dólar neste ano também encareceu as exportações e era outro dos motivos que poderiam justificar um corte na taxa de juros.
O presidente do Banco Central Europeu, Wim Duisenberg, disse que os dados econômicos mais recentes indicam que realmente que a atividade econômica na zona do euro permanceu fraca ao longo deste ano.
Taxas estáveis
Mesmo sem ter sinais de uma retomada econômica, o BC europeu defendeu a tese de que ainda haverá crescimento na região do euro neste ano.
“Olhando para o futuro, continuamos esperando que em 2003 haja um aumento gradual do PIB (Produto Interno Bruto) e que no próximo ano o ritmo de crescimento seja acelerado”, disse Duisenberg.
Apesar dessa afirmação, economistas acreditam que o Banco Central Europeu irá reduzir a taxa de juros em junho, quando os economistas do órgão se encontram novamente.
A mesma tendência de manutenção das taxas pôde ser vista em outros banco centrais importantes do mundo.
Nesta quinta-feira, o Banco da Inglaterra (o banco central britânico) também manteve sua taxa de juros inalterada em 3,75%.
Na terça-feira, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) fez o mesmo – manteve sua taxa de juros em 1,25% – o patamar mais baixo nos últimos 42 anos.
Apesar da opção pela manutenção das taxas nesses mercados, muitos analistas acreditam que tanto europeus como americanos devem voltar a usar em breve a redução nas taxas para tentar estimular suas economias.






