08/05/2003 15h11 – Atualizado em 08/05/2003 15h11
BOSTON, EUA — Está virando moda nos Estados Unidos. Universitários transformaram-se no novo público-alvo de um serviço na Internet do qual, pelo menos teoricamente, parece que jamais precisariam: os sites especializados em juntar caras-metades.
Alguns dos sites, como o CollegeLuv.com, foram lançados por companhias com larga experiência na promoção de encontros. A maioria das páginas, porém, é nova na Internet e uma boa parte é feita por quem mais entende do assunto: os próprios estudantes.
Apesar de cercados diariamente por centenas de pessoas, muitos universitários acham difícil encontrar o parceiro ou parceira certos. Junte-se a isso o fato de os jovens adorarem passar horas em frente ao computador e… pronto! Eis um negócio lucrativo.
O estudante Michael Mason, calouro de uma universidade na Carolina do Norte, decidiu criar um destes sites de cupido eletrônico, o Campus.Flirt, ao perceber o conflito vivido por colegas.
“Até há pouco tempo, ninguém queria contar para os amigos que havia conhecido alguém pela Internet”, diz Mason. “Esse estigma ainda existe, mas está realmente começando a desaparecer”.
O site de Mason está no ar há apenas três meses, mas já atraiu nada menos que 3.000 estudantes de diversas universidades norte-americanas. O serviço é pago.
Jonathan Monsarrat, do afamado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), lançou um site do tipo, mas com uma diferença: a página foi disponibilizada somente na época do Dia dos Namorados (14 de fevereiro, nos Estados Unidos). O acesso, gratuito, ganhou 4.000 assinantes.
Até mesmo Monsarrat encontrou o que chama de “quase namorada”.
O negócio dos sites de encontros vem prosperando tanto nos Estados Unidos que é possível para o pretendente incluir seu “currículo” na página mais adequada à sua personalidade.
O Makeoutclub.com, por exemplo, especializou-se em fãs de música hardcore; já o MeraPyar.com dedica-se a formar casais de origem do sul da Ásia.
Mas os empresários do setor dizem que nenhum mercado parece mais promissor do que o dos universitários, especialmente por causa da facilidade dos jovens em acessar a Web.
Quem já experimentou os sites voltados para universitários, gostou.
Faraz Ali, de 30 anos e já formado por Harvard, recentemente deu uma festa e convidou três mulheres que conheceu por meio do site de Monsarrat.
Para Ali, a grande vantagem da página foi aceitar tanto alunos como diplomados, já que muitos de sua idade são tímidos ou passam tempo demais trabalhando ou viajando.
Formado pela Universidade de Ottawa, no Canadá, Darryl Cascanette tem motivos de sobra para falar com empolgação sobre os sites de encontros.
Cascanette inscreveu-se no Matchmaker.com após colecionar fracassos na abordagem direta com colegas. Acabou conhecendo Tanya, uma universitária que morava a nove horas de distância. Eles vão se casar ainda este ano.
Sobre os encontros on line, ele diz: “Não é pra todo mundo. Mas se você tiver sorte pelo menos de fazer amizades, já está ótimo”.
(Com informações da Associated Press)





