15/05/2003 08h57 – Atualizado em 15/05/2003 08h57
PEQUIM — A China ameaçou punir, em alguns casos até mesmo com a pena capital, aqueles que forem acusados de espalhar, “deliberadamente”, o vírus da Sars, a pneumonia atípica.
A nova interpretação, mais dura, das leis sobre doenças contagiosas foi anunciada em meio a notícias sobre pessoas violando ordens de quarentena ou se recusando a admitir que têm os sintomas da Sars.
A advertência da Suprema Corte de Justiça, nesta quinta-feira, prevê penas de até sete anos de reclusão para quem violar quarentenas e espalhar o vírus, segundo a agência de notícias oficial.
Aqueles que causarem mortes ou infecções graves, de forma “deliberada”, correm o risco de ser condenados a penas que vão de 10 anos de reclusão à pena de prisão perpétua, ou podem ser executados.
Ainda nesta quinta-feira, a China registrou mais quatro mortes por Sars, o que eleva o total para 271 falecimentos.
O país tem cerca de dois terços dos 7.700 casos da doença conhecidos em todo o mundo.
Grupos de defesa dos direitos humanos afirmaram que as punições previstas pela Justiça não foram aprovadas pelo Parlamento chinês e violam tratados.



