15/05/2003 11h20 – Atualizado em 15/05/2003 11h20
Para deputado, decisão de apoio à atual administração até dezembro de 2004 ainda depende de conversa com o prefeito Tetila.
O deputado federal e presidente regional do PPS, Geraldo Resende saiu fortalecido do encontro que o diretório municipal o seu partido fez em Dourados realizou no último sábado. Essa é a avaliação que ele faz, após ter sido indicado, por unanimidade, como pré-candidato a prefeito nas próximas eleições, e depois de ver aprovada sugestão de que o presidente da Executiva, Luis Carlos Ribeiro, cobre uma posição do prefeito Laerte Tetila sobre diversos pontos em que o PPS vem divergindo da atual administração, cujas respostas serão avaliadas em nova reunião que acontecerá dentro de 15 dias.
No entendimento de Geraldo Resende, o PPS tem tido uma postura exemplar dentro da atual administração, uma vez que as duas secretarias comandadas pelo partido, a de Infra-Estrutura e de Planejamento tem apresentado excelentes resultados. “A Secretaria de Saúde, que era comandada pelo PPS, por sua vez somente não deu certo porque, como acontece até hoje, não tinha a autonomia necessária”, salienta o parlamentar.
Diante desta constatação, Geraldo Resende discorda da avaliação de alguns setores da imprensa de que o PPS teria resolvido continuar na administração para garantir sua “boquinha”. “Temos nossos melhores quadros e o partido já provou que é produtivo na administração. O que ficou decidido é que vamos aguardar uma posição oficial do prefeito sobre nossas cobranças para daí, sim, decidirmos o rumo a tomar”, explica.
O deputado é um crítico sobre a forma como várias decisões vêm sendo tomadas pela atual administração, de forma isolada, pelo PT. Entre elas, a morosidade em várias ações na área de saúde, como por exemplo, a demora para colocar um aparelho de densitometria óssea em funcionamento; o desmantelamento da estrutura de atenção básica à saúde (postos de saúde e o PAM); a ativação da Santa Casa, sem a capacidade técnica e financeira do Município; e o fato dos aliados políticos não serem ouvidos e até mesmo serem tratados como adversários do PT.
“Esperamos que nessa conversa do nosso presidente municipal com o prefeito, encontremos respostas positivas para diversos questionamentos que estamos fazendo e que haja urgentes mudanças de rumo, pois a população de Dourados não pode continuar sendo penalizada com o aval do PPS”, afirmou Geraldo Resende.
Na condição de pré-candidato a prefeito, porém, Geraldo Resende reitera indicado pelo partido, vai manter diálogo com todas as demais forças políticas da cidade. “Independente de eventual continuidade do PPS dentro da atual administração, vamos ouvir o que as demais lideranças têm para oferecer à população”, salienta.
“Ao contrário de alguns que se julgam auto-suficientes, se consideram o supra-sumo da ética e da moralidade e condenam todos os demais, nós acreditamos que há pessoas de bem e competentes em outras agremiações partidárias, que podem viabilizar, conosco, um projeto consistente e viável para Dourados”, explica Geraldo Resende, lembrando que o lançamento de candidatos a prefeito no maior número de cidades é uma determinação do Diretório Nacional do PPS.





