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sábado, 20 de junho de 2026

Produtores vêem viabilidade econômica em bolsa de arrendamento

15/05/2003 15h07 – Atualizado em 15/05/2003 15h07

Os produtores rurais, que assistiram a palestra do consultor José Humberto Guimarães, de Uberaba (MG), hoje (14), na Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) consideraram viável a bolsa de arrendamento no Estado. Para os pecuaristas, além da possibilidade de evitar a degradação do solo a atividade é também rentável.

Conforme o consultor, a bolsa de arrendamento não é apenas um sistema de cruzamento de dados sobre oferta e procura. Guimarães explicou que o objetivo é promover o desenvolvimento local, ampliando as áreas produtivos. A bolsa de arrendamento já está funcionando em Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Paraná.

Para a presidente do Sindicato Rural de Camapuã, Izabel Cristina da Cunha, a bolsa de arrendamento se ajustará a situação que o município está sofrendo. Segundo ela, Camapuã está sofrendo com a degradação de pastagens e precisa de expansão na agricultura, que está estagnada. “O arrendamento também vai diminuir o desemprego na cidade e movimentar a economia local”, explicou. Conforme Cristina Cunha, a estagnação é ocasionada pela demora no retorno de uma matriz na pecuária, em média de dois anos.

O presidente do Sindicato Rural Caarapó, Agostinho Pereira Ribeiro, concorda que tanto o pecuarista quanto os agricultores saem ganhando com o arrendamento. “Fiz as contas e seria preciso tirar 60 litros de leite por dia para garantir o que recebo com o arrendamento”, informou, comentando que pedirá mais explicações durante o lançamento da Expansul no município no próximo dia 28.

O consultor garantiu que o arrendamento pelos lavouristas vão ser de no mínimo cinco anos. Ele conta que no oeste paulista, os pecuaristas viam os lavouristas como corretor de solos degradados e arredavam parte de suas propriedades por apenas dois anos. “Isso virou um problema porque a pastagem não deixa de estar degradada e a intenção da proposta não é só esse como também incorporar áreas ao processo produtivo de grãos e diversificar a atividades e renda”, explicou.

A Bolsa funciona como uma central que oferece informações seguras tanto para o proprietário de terras que tem áreas disponíveis para arrendar, quando para o agricultor profissional que precisa ampliar seus negócios. Além disso estabelece regras clara para o sistema de arrendamento.

Arrendamento vem de encontro as expectativas do Expansul (Programa de Expansão de Áreas Agrícolas de Mato Grosso do Sul), que incentiva a produção em áreas degradadas por pastagens e diversificação de cultura. No caso da soja para operações internas, a redução do imposto é de 55% e para as interestaduais com a soja e internas e interestaduais com outros produtos, fica em 75%.

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