16/05/2003 09h02 – Atualizado em 16/05/2003 09h02
BRASÍLIA — O senador Tião Viana reconsiderou sua decidisão de renunciar à liderança do PT no Senado, depois da retirada do documento de apoio a rebeldes do partido, firmado por oito senadores petistas.
O documento seria encaminhado ao Conselho de Ética do PT para tentar buscar uma solução conciliadora ao processo de expulsão de parlamentares que estão contra as reformas propostas pelo governo.
Referindo-se ao que chamou de “crise” no PT, o senador disse que a hora é de equilíbrio, agregação e unidade política.
Tião Viana afirmou que está pautando sua atuação pelo diálogo e pela reflexão, para não permitir a deterioração moral do PT.
O senador defendeu ainda a predominância do sentimento de unidade de ação que fez com que o PT crescesse.
“Ninguém pode falar que é mais PT do que o presidente da República”, disse, observando ainda que a senadora alagoana Heloísa Helena, ameaçada de expulsão, é de grande valor, mas o partido tem que estabelecer limites.
Os oito senadores que haviam assinado documento de apoio ao radicais petistas decidiram por unanimidade recuar para manter Tião na liderança.
Tião Viana havia anunciado sua renúncia depois de uma reunião com as principais lideranças do partido.
Na reunião, ele teria afirmado que não se sentia mais com autoridade para exercer a função, já que não havia sido comunicado da decisão da bancada de produzir o documento.
Além dos apelos no Senado para que reconsiderasse sua decisão, Tião Viana recebeu uma mensagem contundente de apoio do líder do PT na Câmara, Nélson Pellegrino.
Pellegrino instou Tião Viana a permanecer no comando, ressaltando que o PT precisava da “experiência e serenidade” do senador.
(Com informações da RBS e do site no Senado)



