19/05/2003 16h22 – Atualizado em 19/05/2003 16h22
CABO CANAVERAL, EUA — Três meses e meio após a tragédia com o Columbia, o chefe da equipe independente que vem investigando o acidente afirmou, nesta segunda-feira, não ver “qualquer impedimento” para a retomada das missões com os ônibus espaciais da Nasa.
O general reformado Harold Gehman, que supervisiona as investigações, disse que só não pode prever quando a agência espacial norte-americana realizará o primeiro vôo após o desastre com o Columbia, que se desintegrou ao reentrar a atmosfera, em 1º de fevereiro, causando a morte dos sete astronautas a bordo.
“A equipe não encontrou nenhum obstáculo que impeça os ônibus espaciais de voltar a voar”, declarou Gehman, que no último sábado reuniu-se no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, com seis integrantes da equipe de investigação sobre o Columbia.
A Nasa, que emprega 95 bilhões de dólares no programa de ônibus espaciais, já revelou que gostaria de lançar uma das naves remanescentes ainda este ano.
O comentario de Gehman parece avalizar um acordo alcançado entre o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o administrador da Nasa, Sean Odocument.write Chr(39)Keefe, horas após a perda do Columbia.
Na ocasião, a Nasa comprometeu-se a encontrar o problema que levou à desintegração da nave, solucioná-lo e retomar, o mais rápido possível, as missões espaciais.
Após a tragédia, críticos da Nasa, especialmente membros do Congresso norte-americano, questionaram se os ônibus espaciais, construídos com tecnologia dos anos 1960 e 1970, poderiam ser considerados seguros.
A Nasa já perdeu dois de seus cinco ônibus espaciais. Antes do Columbia, que era a nave mais antiga, o Challenger explodiu há 17 anos, logo após ser lançado.
(Com informações da Reuters)





