19/05/2003 16h35 – Atualizado em 19/05/2003 16h35
AFULA, Israel (CNN) — Pelo menos três pessoas morreram e mais de 40 ficaram feridas em um shopping center da cidade israelense de Afula, nesta segunda-feira, quando um terrorista suicida detonou explosivos atados a seu corpo, informaram a Polícia e fontes médicas de Israel.
O ataque foi o quinto a alvos israelenses nas últimas 48 horas e ocorreu na esteira de um atentado a um ônibus, em Jerusalém, que causou a morte de sete pessoas e feriu 26.
A explosão na noite desta segunda-feira (hora local) teve como alvo o shopping Hadocument.write Chr(39)amakin, que, de acordo com as autoridades, estava lotado de clientes.
O grupo radical Jihad Islâmica, em telefonema à agência de notícias France Presse, assumiu a autoria do atentado. A Polícia israelense, porém, disse ainda estar investigando a veracidade da reivindicação.
Hospitais informaram ter recebido pelo menos 47 pessoas com ferimentos, 13 das quais se encontravam em estado grave.
Segundo a Polícia, o terrorista detonou os explosivos quando foi parado, por um guarda, na entrada do shopping.
Afula está localizada na região centro-norte de Israel, perto da Cisjordânia, e a menos de 15 quilômetros da cidade palestina de Jenin.
Radocument.write Chr(39)anan Gissin, um dos principais assessores do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, disse, em entrevista à CNN, que o país está enfrentando uma de suas piores ondas de terrorismo.
Gissin culpou o grupo Hamas pelo ataque em Afula, afirmando que os militantes da organização têm sido “inspirados pelas políticas” do presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat.
Para o assessor, os ataques, além de atingir Israel, visam a desestabilizar o novo governo do primeiro-ministro palestino, Abu Mazen, no momento em que surge a esperança de retomar o diálogo, no âmbito do “mapa do caminho” para a paz.
“Eu acredito que isso é uma declaração de guerra ao novo primeiro-ministro palestino Abu Mazen”, declarou.
O ataque no shopping aconteceu poucas horas após um jovem palestino, guiando uma bicicleta em Gaza, ter detonado explosivos, causando a sua morte e deixando três soldados israelenses levemente feridos.
Três atos terroristas anteriores, ocorridos desde sábado, mataram nove pessoas e levaram Israel a fechar suas fronteiras com a Cisjordânia, impedindo os palestinos de entrar no Estado judeu, onde milhares deles trabalham.
Os atentados coincidiram com uma reunião em Jerusalém, no sábado à noite, entre os primeiro-ministros Ariel Sharon e Abu Mazen, naquele que foi o primeiro contato entre líderes israelenses e palestinos
Durante quase três horas, Sharon e Mazen discutiram o “mapa do caminho”, elaborado por Estados Unidos, União Européia, Nações Unidas e Rússia, e que prevê a criação de um Estado palestino em 2005.
O ministro israelense Ehud Olmert, ex-prefeito de Jerusalém, disse ser “óbvio” que os atentados têm ligação com o encontro entre Sharon e Mazen.
“Não pode ser uma coincidência”, reagiu. “Isso faz parte do esforço de organizações terroristas para provar ao mundo inteiro que o governo de Abu Mazen não tem o controle”.





