19/05/2003 15h58 – Atualizado em 19/05/2003 15h58
Pouco conhecido no cenário político, o presidente do PMDB em Campo Grande, o economista e advogado, Edson José da Silva, está acompanhando de longe, sem envolvimento direto, as articulações para a escolha de candidato à sucessão de André Puccinelli, em 2004.
Um exemplo recente de que ele corre paralelo às decisões importantes está no fato de vereadores da Capital terem procurado o presidente regional, Waldemir Moka, para cobrar participação nas discussões sobre a sucessão municipal. O assunto será discutido pelos parlamentares com Moka às 17h. Silva poderá participar da reunião, segundo disse ao Campo Grande News.
Ele disse que não se sentiu diminuído ao ficar de fora no episódio. “Sou amigo de todos e não houve nenhuma acusação contra o diretório”, justificou-se. Ele considerou as queixas dos vereadores pequenas, a serem resolvidas em uma conversa rápida. Elas teriam servido para favorecer o diálogo e fortalecer a unidade. “Não vejo perigo de dissidência”.
Militante e sem aspirações políticas, ele afirma que recorre a Puccinelli, ao líder na Câmara de Vereadores, Paulo Pedra, e ao presidente do PMDB estadual, deputado Waldemir Moka, quando ocorrem encaminhamentos políticos.
Segundo o presidente, o diretório municipal tem vários membros que não são políticos, como militantes antigos e pessoas de movimentos de base do partido, como PMDB Mulher, Juventude do PMDB e movimento comunitário. “É uma das gestões com menos problemas”, argumentou, citando que quando há dificuldade a administração municipal e a Executiva estadual são procuradas.
Silva disse que não foi indicado pelo prefeito André Puccinelli. “Ele conduziu o processo de escolha e não colocou empecilhos para o meu nome”. A eleição foi no ano passado. Sobre os nomes de pré-candidatos, ele considerou todos bons, explicando que se não houver consenso, o assunto vai para convenção.





