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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Jogadores alertam sobre crise no futebol espanhol e não descartam greve

20/05/2003 10h25 – Atualizado em 20/05/2003 10h25

MADRID — Dívidas cada vez maiores, salários atrasados, fracasso em chegar a um acordo com a televisão e um estancado mercado de transferências são provas de que o futebol da Espanha está à beira do colapso financeiro, advertiu nesta terça-feira a Associação Espanhola de Jogadores de Futebol (AFE).

Segundo o presidente do sindicato, Gerardo González, 80 por cento dos clubes da primeira e da segunda divisão não têm pagado a seus jogadores os valores estipulados nos contratos. O sindicalista não descartou a possibilidade de uma greve, se medidas não forem tomadas para resolver a situação.

González disse também que o total da dívida dos clubes com os jogadores dobrou em relação à temporada passada, acrescentando que esse montante chegaria a 45 milhões de euros (mais de 45 milhões de dólares).

“A preocupação dos jogadores não podia ser maior”, declarou.

Sob o regulamento atual, os clubes que não pagam a seus jogadores tudo o que devem, antes de 31 de julho, podem ser punidos até mesmo com o rebaixamento.

Oito clubes da primeira divisão e 22 da segunda disseram que têm poucas possibilidades de saldar as dívidas com seus jogadores até essa data e pediram uma prorrogação do prazo.

González afirmou que a crise financeira é ainda mais preocupante que a dos anos anteriores, já que a demora em se chegar a um novo acordo sobre direitos de transmissão dos jogos pela televisão e a redução da atividade no mercado de transferências, de jogadores, estão deixando os clubes sem novas fontes de renda.

Recentemente, a Liga Espanhola de Futebol (LFP) exortou o governo a promover mudanças nos regulamentos esportivos a fim de aliviar os problemas financeiros dos clubes.

Segundo a liga, os clubes espanhóis da primeira e da segunda divisão têm dívidas no total de mais de 1,6 bilhão de euros.

A LFP quer uma maior fatia dos lucros com o futebol no país, como forma de compensação por ter que ceder à Federação Espanhola de Futebol (FPF) jogadores para seus compromissos internacionais.

A entidade pede, ainda, mais tempo para que os clubes resolvam suas pendências fiscais.

(Com informações da Reuters)

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