20/05/2003 15h32 – Atualizado em 20/05/2003 15h32
O deputado federal e presidente da Comissão de Agricultura, Waldemir Moka (PMDB-MS), vai propor um empréstimo de recursos do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste) e do FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte) para os estados da região Centro-Oeste que estão prejudicados com a escassez de recursos do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste).
A informação é do presidente do SRCG (Sindicato Rural de Campo Grande), Rodolfo Vaz de Carvalho, que participou de reunião na casa do deputado na semana passada, em Campo Grande, onde a preocupação do setor ruralista foi discutida.
Carvalho explica que até um ano e meio atrás os juros do FCO eram altos e baseados em indexadores variáveis, além da burocracia para acessar o fundo ser muito grande. Diante disso a demanda era pequena e os recursos ficavam represados de um ano para outro o que gerou uma grande oferta. Como houve mudança para indexadores fixos e flexibilização das regras burocráticas o FCO passou a ser muito mais atrativo e os produtores procuraram mais a linha para otimizar seus sistemas de produção, estimulados pelos próprios gerentes de bancos. Aconteceu que, além da grande demanda, os recursos escassearam porque o fundo passou a receber apenas repasse do IPI (Imposto Sobre Produtos Importados) e retornos das operações anteriores, fazendo com que fosse necessário contingenciamento dos recursos. Até o dia 29 todas as análises de cartas-consulta estão suspensas em Mato Grosso do Sul.
Como muitos compromissos já haviam sido estabelecidos por produtores, a classe rural está se mobilizando na busca de alternativas ao FCO e o deputado Moka, afirma Carvalho, se comprometeu a levar a discussão para Brasília, prevendo, inclusive, audiência com o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes. A proposta é que seja tomado empréstimo do FNE e FNO que ainda têm procura pequena e recursos ociosos com comprometimento de reposição. O presidente do SRCG afirma que se não houver uma alternativa a previsão é de um cenário pessimista. “Compromissos que não foram saldados vão gerar problemas como multas e prejuízo até moral. O produtor não vai querer mais acessar o FCO e vai retroceder”, afirma o líder sindical.




