20/05/2003 14h47 – Atualizado em 20/05/2003 14h47
Municípios do interior de Mato Grosso do Sul já sofrem os impactos negativos da pendência de farmácias e drogarias com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Santiária) que já determinou a suspensão de venda de medicamentos pelas distribuidoras aos estabelecimentos em situação irregular. Dos 750 estabelecimentos de Mato Grosso do Sul 217 ainda estão pendentes.
O presidente do Sinprofar (Sindicato dos Proprietários de Farmácias de Mato Grosso do Sul), Paulo Lopes, afirma que alguns dos municípios onde varejistas já estão procurando a entidade para manifestar desabastecimento são Terenos, Sidrolândia, Miranda, alguns de Dourados, Nova Andradina, Três Lagoas e Água Clara.
Diante disso, a previsão é que haja fechamento de portas de vários estabelecimentos em curto prazo. “Esses estabelecimentos estão quase fadados a fechar”, afirma. Além de a taxa de R$ 500,00 cobrada para inscrição junto à Anvisa outra dificuldade que as drogarias têm é atender à exigência da Agência é a presença de um responsável técnico por estabelecimento. Como não foi consolidada a mudança na diretoria nacional da Anvisa a fiscalização dos estabelecimentos não aconteceu, mas a previsão é que as multas previstas, de R$ 2 mil, obriguem muitos varejistas a deixarem a atividade. “Se eles não conseguem pagar os R$ 500,00 logicamente não poderão pagar a multa”, avalia.



