20/05/2003 16h16 – Atualizado em 20/05/2003 16h16
O cenário pessimista previsto pelo presidente do SRCG (Sindicato Rural de Campo Grande) em função da suspensão da avaliação de cartas-consulta do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste), por falta de recursos, já começa a se confirmar. Hoje mesmo o produtor rural Gotardo Amauri Barbosa da Silva pediu de volta os R$ 6 mil que deu como entrada em implementos (lâmina e grade) de um trator e decidiu que vai procurar outra forma de negociar a máquina, como financiamento direto por representantes de maquinário agrícola.
Ele explica que já contava com a máquina em sua propriedade, a 30 quilômetros de Campo Grande, a Fazenda Ouro Negro, na qual cria bovinos e também tem lavoura. Tinha conseguido fechar um bom negócio durante a Expogrande, realizada em Campo Grande, no qual pagaria R$ 123 mil em um trator que hoje é avaliado em R$ 140 mil, da Valtra. “Já fiz toda programação para uso do trator e agora vou ter que me virar de outra maneira”, lamenta. Assim como vários outros produtores Gotardo conta que iria acessar pela primeira vez a linha do FCO, estimulado pela própria gerência do banco.




