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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Kirchner anuncia gabinete e mantém Lavagna na Economia

21/05/2003 08h13 – Atualizado em 21/05/2003 08h13

RÍO GALLEGOS, Argentina — O presidente eleito da Argentina, Néstor Kirchner, anunciou, nesta terça-feira, os 13 membros de seu futuro gabinete, no qual se destaca a manutenção de Roberto Lavagna como ministro da Economia.

Kirchner, de 53 anos e que assumirá o cargo no próximo domingo, em substituição a Eduardo Duhalde, fez o anúncio durante entrevista coletiva concedida em sua cidade natal, Río Gallegos, a 2.800 quilômetros de Buenos Aires.

Em outros postos de destaque, o advogado constitucionalista Rafael Bielsa – irmão de Marcelo Bielsa, técnico da seleção argentina de futebol – foi escolhido ministro do Exterior, enquanto que o atual ministro da Produção, Aníbal Fernández, passará para a pasta do Interior.

Também será mantido no governo José Pampuro, atual secretário-geral da Presidência e futuro ministro da Defesa.

Irmã e braço direito do futuro presidente, Alicia Kirchner foi nomeada para o Ministério do Desenvolvimento Social.

O gabinete de Kirchner é formado por representantes da ala progressista do peronismo. Um exemplo é Gustavo Béliz, antigo aliado de Domingo Cavallo (e ex partidário de Carlos Menem) e líder da “Nueva Dirigencia”.

Béliz será ministro da Justiça e Direitos Humanos.

Kirchner foi declarado automaticamente presidente na semana passada, quando Menem, diante da perspectiva de uma derrota acachapante no segundo turno das eleições, decidiu abandonar a corrida pela Casa Rosada.

Conheça o Ministério de Kirchner:

Chefe de Gabinete: Alberto Fernández. Foi coordenador da campanha eleitoral e funcionário do estatal Banco da Província.

Ministro do Interior: Aníbal Fernández, atual ministro da Produção, pertence às fileiras do atual presidente Eduardo Duhalde.

Ministro das Relações Exteriores: Rafael Bielsa, constitucionalista de tendência progressista, aderiu na década de 1990 à Frepaso (aliança de ex-peronistas, socialistas e independentes). Retornou à fileiras do Partido Justicialista e aproximou-se a Kirchner nos últimos meses.

Ministro da Defesa: José Pampuro, atual ministro da Produção e antigo companheiro de Duhalde.

Ministro da Economia e Produção: Roberto Lavagna. Continuará no cargo, mas a pasta será ampliada, englobando a área da Produção. Representa a continuidade entre Duhalde e Kirchner. Estabilizou o país em sua pior crise.

Ministro do Planejamento Federal e de Investimento Público: Julio de Vido. Atual ministro de governo da província da Santa Cruz, é homem de confiança de Kirchner, quase desconhecido em Buenos Aires.

Ministro da Justiça, Segurança e Direitos Humanos: Gustavo Beliz, de origem peronista, foi ministro do Interior do governo de Carlos Menem (1989-99), aliando-se, depois, ao ex-ministro da Economia Domingo Cavallo.

Ministro da Educação: Daniel Filmus, atual secretário de Educação da cidade de Buenos Aires. Peronista de centro-esquerda.

Ministro do Trabalho, Emprego e Segurança Social: Carlos Tomada, ex-vice-ministro de Trabalho do governo Duhalde.

Ministro da Saúde: Gines González García, que ocupa a mesma pasta no governo de Duhalde. Reformou leis para reduzir os preços dos medicamentos em detrimento dos interesses dos laboratórios estrangeiros.

Ministra do Desenvolvimento Social: Alicia Kirchner, irmã do presidente eleito.

Secretário-geral da Presidência: Oscar Parrilli, peronista, principal líder da linha de Kirchner na província de Neuquén, na Patagônia.

Secretário de Inteligência do Estado: Sergio Acevedo, deputado por Santa Cruz, peronista, alinhado historicamente com Kirchner e um de seus principais representantes no Parlamento.

Com informações da France Presse

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