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terça-feira, 23 de junho de 2026

Dólar inverte novamente a tendência e cai 0,29%. Bovespa sobe mais de 2%

27/05/2003 15h44 – Atualizado em 27/05/2003 15h44

SÃO PAULO – O dólar comercial volta a operar em baixa nesta tarde de negócios bastante reduzidos no mercado financeiro. Às 15h32m, a moeda americana era cotada a R$ 3,015 na compra e R$ 3,021 na venda, com desvalorização de 0,29%. O mercado acionário brasileiro é fortemente comprador nesta terça-feira e anula as pesadas perdas da véspera. Às 15h46m, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) registrava 13.183 pontos, com valorização de 2,57%. O volume financeiro total na bolsa era de R$ 555 milhões. No mesmo horário, o índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, subia 1,74%.

A bolsa paulista havia caído 2,21% ontem, em reflexo às mudanças na rolagem da dívida cambial do governo (clique e saiba mais). Nesta terça, o retorno das bolsas americanas depois do feriado do Memorial Day incentivou a recuperação das ações. Além das altas expressivas nas bolsas, o investidor estrangeiro recebeu com tranqüilidade a decisão do Banco Central de reduzir suas dívidas cambiais.

Das dez ações mais negociadas do dia, somente um opera em queda. O destaque do dia é Telemar PN, que responde sozinha por 13% do Ibovespa e sobe 3,58%. Bradesco PN (+4,52%) e Telemar Norte Leste PNA (+4,25%) também se destacam na lista das mais negociadas. Dos 54 papéis que fazem parte do Ibovespa, as maiores altas são de Telesp Celular Participações PN (+5,7%) e Tele Centro Oeste PN (+5,6%). Já as maiores quedas ficam com Ambev PN (-1,3%) e Ipiranga Petróleo PN (-1,1%).

CÂMBIO – No período da manhã a cotação sofreu forte volatilidade, com os investidores assimilando as mudanças na rolagem da dívida pública cambial. Depois da disparada de 3,87% registrada ontem, os investidores corrigiram excessos e têm uma sessão mais tranqüila nesta terça-feira. Ao mesmo tempo que reduz sua exposição ao câmbio, o BC diminui a oferta de proteção cambial ao mercado e estimula a compra de dólares no mercado à vista. Com isso, diminui o temor de uma queda livre da moeda americana, que comprometeria a balança comercial e causaria insegurança no mercado.

Segundo as mesas de operações, grandes exportadores vendem pequenos lotes de moeda estrangeira hoje e contribuem para a queda do dólar. Pela manhã, a cotação chegou à mínima de R$ 3,005 (baixa de 0,82%), depois de uma forte alta na abertura dos negócios. Também as tesourarias bancárias venderam dólares para realizar lucros com a correção dos exageros da véspera.

Com o feriado nos Estados Unidos, a segunda-feira era de poucos negócios, com operações restritas ao giro rápido das tesourarias bancárias. Esses investidores tiveram de cobrir suas posições document.write Chr(39)document.write Chr(39)vendidasdocument.write Chr(39)document.write Chr(39) e fizeram o dólar disparar, num contexto de baixa liquidez.

BLACK – O dólar paralelo negociado em São Paulo fechou em alta de 0,64%, cotado a R$ 3,00 na compra e R$ 3,10 na venda. No Rio, o document.write Chr(39)document.write Chr(39)blackdocument.write Chr(39)document.write Chr(39) terminou o dia em alta de 1,63%, a R$ 2,90 na compra e R$ 3,10 na venda. A alta foi maior no dólar turismo de São Paulo, que disparou 2,29% no fechamento, a R$ 2,98 e R$ 3,12 na compra e venda, respectivamente. A alta do dólar nos câmbios paralelo e turismo reflete um ajuste à forte valorização do dólar comercial registrada ontem. Nesta terça, no entanto, a moeda recua no mercado à vista.

JUROS – Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os juros futuros oscilam perto da estabilidade. O Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2004, o mais negociado, está em 24,17%, com alta de 0,04%. O DI de outubro deste ano está em 25,26% anuais, estável no dia.

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