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terça-feira, 23 de junho de 2026

Preço da gasolina pode cair 0,03 a partir de junho

28/05/2003 15h51 – Atualizado em 28/05/2003 15h51

O preço da gasolina ao consumidor, em Mato Grosso do Sul, deve cair em até R$ 0,03 por litro, a partir do próximo dia 1º, devido a dois fatores, segundo avaliação do Sinpetro/MS (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos, Lubrificantes e Lojas de Conveniência do Estado). O primeiro é devido à mistura de álcool anidro à gasolina, que passa de 20% para 25%, por decisão do Ministério da Agricultura, publicado ontem no Diário Oficial da União, e também por uma medida do governo do Estado, que acatou pedido do Sinpetro/MS e reduziu o valor da pauta estabelecida como parâmetro para a cobrança de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que caiu de R$ 2,37 para R$ 2,2898.

Mesmo fixado em R$ 2,2898 o valor continua acima do preço médio praticado em Mato Grosso do Sul que é de R$ 2,190, de acordo com a última pesquisa da Agência Nacional do Petróleo. Em Campo Grande, por exemplo, de acordo com dados da agência, o menor preço praticado é de R$ 2.08 o litro da gasolina e o máximo em R$ 2,21. Bem abaixo dos preços praticados, por exemplo, em Mato Grosso: R$ 2,379 a R$ 2,640.

Há duas semanas o Sinpetro/MS havia protocolado um pedido de retificação do secretário de Estado de Receita e Controle, José Ricardo Pereira Cabral, para que o valor da pauta do PMPF (Preço Médio Ponderado a Consumidor), fosse fixado de acordo com a realidade praticada no mercado. O Governo analisou e resolveu acatar o pedido do sindicato. Apesar disso o presidente do Sinpetro, empresário Steiner Jardim, considera um avanço o fato do governo atender ao pedido da entidade. Essa decisão deverá proporcionar uma redução no preço ao consumidor em torno de R$ 0,02 enquanto a mistura do álcool anidro à gasolina, uma redução de R$ 0,01.

Esse repasse ao consumidor, vai depender de cada posto, que irá avaliar a reposição de outras perdas ocorridas nas últimas semanas, como o aumento dos encargos sociais e o aumento de preços de uma forma geral. “É preciso analisar também o comportamento das distribuidoras, pois vai depender muito delas o repasse ou não da queda de preços ao consumidor”, explicou Steiner lembrando que a queda de preço não depende somente da ponta final, ou seja, dos revendedores. “É preciso analisar o comportamento de toda cadeia do combustível”, explicou.

Quanto à mistura de 25% de álcool anidro à gasolina, Steiner Jardim informou que os usineiros produziram quase 600 milhões de litros de álcool, com a antecipação da moagem, e garantiram o pleno abastecimento do mercado interno. A previsão é de que a safra de cana-de-açúcar 2003/04 chegue a 330 milhões de toneladas, contra 316 milhões de toneladas do período passado. Do total, 282 milhões de toneladas estão sendo colhidas no Centro-Sul.

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