01/06/2003 11h04 – Atualizado em 01/06/2003 11h04
Chega de ficar na sombra enquanto os companheiros canhotos recebem os afagos de torcedores e dirigentes. O lateral Rogério e o meia-atacante Leandro esperam consolidar hoje, na partida contra o Vitória, o novo status do setor direito do Corinthians.
A partir das 17h(MS), no Pacaembu, eles tentam comprovar a qualidade do lado destro, que passou a ser mais eficiente do que badalado setor esquerdo da equipe do técnico Geninho no ataque.
Dos 22 gols do Corinthians neste Brasileiro, nove (40,9%) aconteceram graças a lances pela direita.
A esquerda, geralmente citada pelos rivais como o ponto mais forte do time de Geninho, foi responsável por seis tentos (27,3%).
Dos laterais da equipe, Rogério é o que deu mais assistências Brasileiro-2003. Já fez três passes para gols, contra apenas um do canhoto Kléber, mais cotado para a seleção, que será convocada terça-feira por Carlos Alberto Parreira.
Rogério fez também três gols. Kléber balançou a rede uma vez.
O lateral-direito também faz mais cruzamentos que o seu colega da esquerda: 6,3 contra 3,9.
“Uma peça fundamental para a evolução do lado direito é um jogador que não aparece para torcida: o Leandro”, disse Rogério.
Segundo o lateral, a mudança feita por Geninho, que pediu para Leandro jogar mais recuado, no meio-campo, o ajudou.
“Antes, eu não tinha ninguém que jogasse bem próximo de mim. Agora ele me ajuda a atacar e a marcar”, explicou ele.
Entre os titulares, Leandro é o corintiano com melhor desempenho nas trocas de bola. Ele acerta 91,7% dos passes.
“Fui contratado pelo Corinthians para ser atacante, mas não estava jogando tão avançado como no Botafogo-SP. Jogar recuado tem sido bom para tabelar e dar mais uma opção de jogada ao time”, afirmou o meia-atacante.
Ele disse não sentir falta do reconhecimento da torcida. “O importante é os companheiros e a comissão técnica saberem da minha importância.”
Enquanto Rogério e Leandro comemoram o fato de serem mais úteis ao time, Kléber e Gil respiram mais aliviados. Os dois dizem estar menos sobrecarregados.
Porém Gil ainda é o que mais apanha, com uma média de 6,1 faltas recebidas por jogo, e o mais acionado, recebendo 39,6 passes.
“Mas agora os adversários têm de se preocupar também com a direita. Assim, a gente ganha espaço na esquerda”, disse Kléber.
Fonte: Dourados News




