01/06/2003 13h30 – Atualizado em 01/06/2003 13h30
Começou pouco antes do meio-dia deste domingo, no horário brasileiro, a reunião ampliada do G-8, grupo dos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia. Nessa fase, só os líderes dos países emergentes estão discursando. Em sua fala, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ser necessária uma nova equação que permita a retomada do crescimento e inclua os países em desenvolvimento.
- Os problemas sociais como o desemprego, inclusive nos países ricos, estão se agravando cada vez mais. Estou seguro que um dos objetivos desta reunião do G-8 é o de buscar caminhos para que a economia volte a crescer. Necessitamos uma nova equação que permita a retomada do crescimento e inclua os países em desenvolvimento. A incorporação dos países em desenvolvimento na economia global passa necessariamente pelo acesso sem discriminações aos mercados dos países ricos – afirmou.
Segundo Lula, não é possível competir livremente em meio à guerra de subsídios e outros mecanismos de proteção.
- Fizemos um enorme esforço e sacrifício para conquistar competitividade. Mas como competir livremente em meio à guerra de subsídios e outros mecanismos de proteção que criam uma verdadeira exclusão comercial? Não viemos aqui para nos lamentar, nem simplesmente para engrossar o coro das recriminações. Sabemos quais são nossas responsabilidades. Estamos fazendo a nossa parte, executando políticas econômicas equilibradas, combatendo o desperdício e a corrupção, aprimorando as instituições para o bom funcionamento das nossas economias. Temos demonstrado vontade política para combater os desequilíbrios sociais e a pobreza – disse.
Lula propôs também ações coletivas contra a fome no mundo.
- Queremos falar-lhes de forma simples e direta: venho propor-lhes ações coletivas, responsáveis e solidárias, em favor da superação das condições desumanas em que se encontra grande parcela da população do globo. A fome não pode esperar. É preciso enfrentá-la com medidas emergenciais e estruturais – alertou.
Segundo o presidente brasileiro, a pobreza e a miséria que atingem milhões de homens e mulheres no Brasil, na América Latina, na África e na Ásia obrigam a construção de uma nova aliança contra a exclusão social.
- A pobreza e a miséria que atingem milhões de homens e mulheres no Brasil, na América Latina, na África e na Ásia, nos obrigam a construir uma nova aliança contra a exclusão social. Estou convencido de que não haverá desenvolvimento econômico sem sustentabilidade social e que, sem ambos, teremos um mundo cada vez mais inseguro. É nesse espaço de desagregação social que prosperam os ressentimentos, a criminalidade e, em especial, o narcotráfico e o terrorismo – afirmou.
Fonte: Globo News




