02/06/2003 08h42 – Atualizado em 02/06/2003 08h42
Líderes mundiais que participam do encontro do G-8 (os sete países mais ricos do mundo mais a Rússia) em Evian, na França, vão discutir nesta segunda-feira, segundo dia da reunião, a economia mundial e o comércio internacional.
Entre as questões políticas, eles vão debater a prioridade estabelecida pelo presidente americano, George W. Bush, de lidar com o terrorismo e com a expansão de armas de destruição em massa – um assunto que já causou atritos entre os participantes do encontro durante a crise e a guerra no Iraque.
De acordo com autoridades britânicas, o encontro deve produzir uma declaração conjunta com o alerta de que armas de destruição em massa são a principal ameaça à segurança mundial.
Segundo o correspondente da BBC, esse passo poderia ser dado para simbolizar a retomada da coesão internacional, depois de superadas as diferenças causadas pela guerra contra o Iraque.
Manifestações:
As reuniões se seguem aos confrontos que aconteceram perto de Evian, onde um cordão de segurança continua de prontidão para evitar que manifestantes antiglobalização cheguem perto de presidentes e delegados.
Alguns dos conflitos mais sérios aconteceram na fronteira com a Suíça, com manifestações no fim da noite em Genebra, onde a polícia alemã foi chamada para dispersar os protestos.
A polícia passou mais de nove horas em confronto com os manifestantes no centro de Genebra.
Vitrines de lojas foram quebradas e mercadorias foram saqueadas, enquanto as ruas da cidade foram tomadas por gás lacrimogêneo.
Depois que os manifestantes começaram a atirar pedras e a depredar postos de gasolina, a polícia alemã foi chamada como reforço.
Em Lausanne, manifestantes com máscaras bloquearam ruas com barricadas em chamas e atacaram a área onde ficam os hotéis que hospedam parte das delegações, antes de serem dispersados por gás lacrimogêneo.
Vários manifestantes e policiais ficaram feridos.
Economia:
Nesta segunda-feira, a situação econômica de Alemanha e Japão é um dos principais pontos a serem discutidos.
A Alemanha está de novo em recessão, e o Japão atravessa mais de uma década de desempenho econômico ruim.
Mas o correspondente da BBC afirma que os dois países vão encontrar dificuldades para fazer suas exportações competirem no mercado internacional, por causa da recente queda do valor do dólar americano.
África:
No fim de semana, o presidente Olusegun Obasanjo, da Nigéria, elogiou a promessa dos países do G-8 de fortalecer a parceria com a África.
Ao fim do primeiro dia do encontro, Obasanjo disse que a ausência de conflitos é uma das principais condições para o desenvolvimento.
Críticos acusaram o G-8 de não conseguir traduzir em ações efetivas as promessas feitas aos líderes de países africanos no encontro do ano passado.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu que os líderes do G-8 diminuam a diferença entre a retórica e a realidade para ajudar os países mais pobres do mundo a resolverem seus problemas.
O G-8 tinha prometido ajudar a criar uma força de paz na África e a aumentar a ajuda para o desenvolvimento, em troca da manutenção de governos estáveis e da paz em todo o continente.




