03/06/2003 15h50 – Atualizado em 03/06/2003 15h50
Pela primeira vez o governo americano incluiu organizações na lista negra de traficantes internacionais de drogas ao listar as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e as AUC (Autodefesas Unidas da Colômbia ) na relação, que começou a ser publicada em 2000 e é atualizada anualmente.
Até então, a lista trazia apenas nomes de traficantes internacionais, como o brasileiro Luis Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e o mexicano Joaquin Guzman-Loera. Agora, organizações também foram incluídas.
As Farc, o maior grupo rebelde de esquerda da Colômbia, bem como as AUC, principal organização paramilitar de direita do país, foram duas das sete novas inclusões da lista neste ano.
A atualização traz também mais um brasileiro: o traficante goiano Leonardo Dias Mendonça, conhecido com Léo.
Punição:
Pela chamada Lei dos Barões da Droga, de 1999, o governo americano tem o direito de bloquear contas bancárias, bem como confiscar bens dos integrantes da lista.
Outro objetivo da iniciativa é impedir que indivíduos e organizações acusados de tráfico de drogas tenham acesso ao sistema financeiro americano.
A lei proíbe também cidadãos e empresas americanas de realizar qualquer tipo de transação comercial com os indivíduos e organizações relacionados no documento.
Os acusados de tráfico internacional de drogas pela Casa Branca estão sujeitos a penas de prisão de até 30 anos e a multas de até US$ 10 milhões (R$ 30 milhões).
“Isso mostra o compromisso de George W. Bush contra os traficantes de drogas”, disse o porta-voz da Casa Branca, Ary Fleischer.



