03/06/2003 16h50 – Atualizado em 03/06/2003 16h50
Acolhendo pedido da UNIGRAN e da OSCIP Amigo do Índio, “AmI”, a Tramontina S/A, Indústria Metalúrgica, fez a doação de um conjunto de ferramentas às brigadas indígenas de combate a incêndios florestais que acabam de ser formadas pelo “2º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Dourados”. As ferramentas foram entregues aos Bombeiros, no último sábado, pelo pró-reitor administrativo da UNIGRAN, professor Rubens Di Dio, na Aldeia Panambizinho, durante a solenidade de encerramento dos cursos de capacitação de oitenta brigadistas que, a partir de agora, estão encarregados de efetuar o controle inicial de eventuais focos de incêndio nas áreas indígenas de Dourados.
O professor Rubens Di Dio elogiou a ação da empresa. “Nós temos que ressaltar que a diretoria da empresa sensibilizou-se com o trabalho dos Bombeiros e nos atendeu prontamente”, disse o pró-reitor.
O capitão Edson Ferreira Pinto, subcomandante do 2º Grupamento de Bombeiros, destacou que as parcerias garantiram o sucesso deste importante programa de treinamento. “Os Bombeiros são uma instituição pública que consegue realizar ações graças às parcerias com sociedade civil e governamental, que nos ajudam a oferecer alguma coisa à população. Por isso, agradecemos à Tramontina, ao Ibama, à Funai, à Prefeitura, e à UNIGRAN e à Amigo do Índio que nos apoiaram no sentido de dar os suprimentos necessários para que a gente pudesse manter os alunos em sala de aula”, disse o capitão Edson Pinto.
Na avaliação do tenente-coronel José Antônio Pereira dos Santos, comandante da Corporação, o aproveitamento dos indígenas foi muito bom. Nas aulas teóricas e práticas que foram realizadas no Núcleo de Atividades Múltiplas da UNIGRAN, na Reserva Indígena, os alunos aprenderam técnicas de combate ao fogo e receberam informações sobre práticas conservacionistas e de como prevenir o alastramento de queimadas, já que essa prática ainda é bastante utilizada pelos agricultores das Aldeias Bororó, Jaguapiru e Panambizinho.
Em cada aldeia, foi criada uma brigada de incêndio formada por homens da comunidade. “Eles aprenderam a atuar nos incêndios, dando o primeiro combate ao fogo, até a chegada do Corpo de Bombeiros, e a evitar os incêndios florestais, não ateando fogo próximo a lavouras, casas e quando houver vento. Esperamos que, doravante, eles não tenham mais esse comportamento”, disse o comandante.




