05/06/2003 14h30 – Atualizado em 05/06/2003 14h30
O presidente da Suprema Corte argentina, Julio Nazareno, desafiou o governo de Néstor Kirchner a realizar um referendo para decidir se é necessário reformar a instituição.
A declaração é uma resposta às críticas feitas na quarta-feira pelo presidente, que pediu ao Congresso que remova todos os juízes do tribunal.
Kirchner não mencionou a possibilidade de um referendo, mas analistas acreditam que o governo está considerando esta alternativa.
Na opinião de Kirchner, os atuais juízes são parciais e exercem pressão política com seus veredictos.
Resposta:
Segundo correspondentes, Kirchner, que assumiu a Presidência há dez dias, quer a troca na Suprema Corte porque muitos dos juízes têm fortes ligações com o ex-presidente Carlos Menen.
A instituição é mal vista pelos argentinos por ter apoiado os impopulares planos econômicos de Menem, nos anos 90.
O presidente do tribunal afirmou que teria uma reunião com os outros juízes, nesta quinta-feira, para decidir como o grupo vai reagir.
Nazareno esteve no centro dos ataques de Kirchner. Ele foi um dos juízes nomeados por Menem, quando o ex-presidente elevou o número de membros da instituição de cinco para nove.
O gesto deu início a uma série de acusações de que o tribunal era favorável a Menem, que teria uma “maioria automática” entre os juízes.





