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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Palocci diz que declarações de Alencar são contribuições, não críticas

06/06/2003 14h06 – Atualizado em 06/06/2003 14h06

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, reuniu-se esta manhã com o vice-presidente da República, José Alencar, no Palácio do Planalto. A reunião durou uma hora e meia. A audiência tinha sido pedida pelo ministro. Diante dos jornalistas, os dois se preocuparam em mostrar entrosamento.

  • Nós estamos rigorosamente afinados, no mesmo barco. Assino qualquer medida posta pelo ministro Palocci, que é um craque, um homem de bem. Não tenho dúvida de que o Brasil está muito bem entregue – disse Alencar.

O ministro também foi diplomático:

  • Tivemos extensa e agradabilíssima conversa sobre as necessidades de desenvolvimento do Brasil. Vocês sabem o quanto admiro o presidente José Alencar, o quanto ele tem sido importante para o nosso governo, o nosso conhecimento e para somar esforços no grande desafio do crescimento econômico que o Brasil tem neste momento – afirmou.

Indagado sobre as críticas do vice à política econômica, Palocci respondeu:

  • Que críticas? Sempre considerei que as palavras do nosso vice não são críticas, mas contribuições para o debate que é necessário para o Brasil.

Pouco antes do encontro, Palocci afirmara que estava indo conversar com Alencar porque ele é seu amigo. Perguntado se daria um puxão de orelha no vice, o ministro brincou:

  • Imagina eu dar um puxão de orelha no vice-presidente. Vou conversar com ele porque ele é meu amigo.

Depois de se despedir do ministro e antes de seguir para o almoço, Alencar repetiu suas críticas aos juros altos e voltou a dizer também que a decisão sobre os juros deve ser política e não técnica. Segundo ele, O Brasil precisa crescer, mas nessas condições isso não é possível. Alencar afirmou ainda que está procurando ajudar o Brasil a sair dessa situação e que a opinião sobre os juros não é só dele, mas de todo o país.

Ontem, o vice-presidente já tinha dito estar indignado com as taxas cobradas pelos bancos e chamou-as de despropositadas, surrealistas e absurdos.

Fonte: Globo News

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