06/06/2003 17h23 – Atualizado em 06/06/2003 17h23
Um relatório secreto do Pentágono preparado em setembro do ano passado concluiu que não havia “nenhuma informação confiável” que indicasse que o Iraque possuía armas químicas ou biológicas.
O documento, que foi vazado para a imprensa agora, deve alimentar a polêmica a respeito das justificativas apresentadas pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha para atacar o país então governado por Saddam Hussein.
O teor do relatório contradiz o que era dito na mesma época pelo secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, que tem autoridade sobre o Pentágono e afirmava que o Iraque havia acumulado grandes estoques de armas químicas e biológicas.
Funcionários de alto escalão do Pentágono admitiram que o relatório chegou mesmo a tais conclusões, mas disseram que, na época, não havia presença americana ou internacional no Iraque, e por isso não era possível confirmar as informações.
Sem provas:
Eles também afirmaram que o relatório não deixa dúvidas de que o regime de Saddam dispunha de tecnologia para produzir as armas.
Acredita-se que o documento tenha tido ampla circulação nos altos escalões do governo Bush na época em que os americanos estavam decidindo se atacavam ou não o Iraque.
Até agora, as tropas americanas no Iraque não conseguiram encontrar nenhuma evidência que permita concluir que Saddam Hussein de fato tenha acumulado armas de destruição em massa.
O novo capítulo da polêmica sobre os documentos que justificaram o ataque ao Iraque está se desenvolvendo ao mesmo tempo que uma equipe de especialistas da ONU chegou ao país para investigar o roubo de materiais da principal instalação nuclear iraquiana após o fim da guerra.
O governo americano afirma que suas afirmações sobre as armas de destruição em massa de Saddam ainda serão comprovadas.




