09/06/2003 15h40 – Atualizado em 09/06/2003 15h40
Mais um soldado americano foi morto a tiros no Iraque, desta vez perto de um posto de checagem onde os atiradores chegaram pedindo ajuda médica.
Um comunicado do Comando Central americano diz que o ataque ocorreu no sábado à noite na cidade de Al-Qaim, no oeste do país, perto da fronteira com a Síria.
Os americanos revidaram, matando um dos atiradores, e capturaram outro. Pelo menos um deles conseguiu fugir.
É o terceiro soldado americano morto em cinco dias, o que alguns analistas apontam como um modelo de resistência local que estaria surgindo em várias partes do país.
Falluja:
Também houve tiroteios na cidade de Falluja, 50 km a oeste de Bagdá, considerada um foco de violência no país.
Soldados americanos afirmaram que faziam uma patrulha “agressiva” quando pessoas começaram a atirar de dentro de uma mesquita.
Vários moradores reclamam da presença das tropas americanas, que, segundo eles, estariam agindo com severidade em excesso.
Muitos ataques às forças americanas têm ocorrido em Falluja desde os confrontos com moradores em abril, quando soldados mataram 15 pessoas e deixaram dezenas de feridos.
Mais de 3 mil soldados americanos e dezenas de tanques foram enviados para o local – uma cidade muçulmana majoritariamente sunita.
Aproximadamente 30 soldados morreram em batalhas ou acidentes desde o dia 1º de maio, quando o presidente americano, George W. Bush, declarou que a guerra no Iraque estava efetivamente terminada.
Apenas em maio, 85 ataques contra forças americanas foram registrados – quase o triplo do número observado em abril.



