09/06/2003 07h49 – Atualizado em 09/06/2003 07h49
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, afirmou que não haverá acordo de paz com os palestinos a menos que eles “combatam o terror”.
Sharon fez o alerta em um encontro de seu partido, o Likud, horas depois que cinco israelenses e cinco palestinos morreram no primeiro grande choque entre os dois lados desde o encontro de cúpula pela paz realizado semana passada na Jordânia.
Debaixo de vaias dos membros linha-dura do Likud, que se opõem ao plano de paz, Sharon disse que Israel teve que fazer concessões para chegar a um acordo com os palestinos.
Em uma mensagem que deve enfurecer os palestinos, ele afirmou que seu país não deverá permitir que refugiados palestinos retornem às suas antigas casas em Israel.
Olhos abertos:
Sharon disse que seu governo implementaria o plano de paz “em etapas e com olhos abertos”, mas afirmou que os palestinos “têm que desmantelar organizações terroristas”.
Militantes palestinos boicotaram negociações de cessar-fogo.
Três grupos militantes assumiram a autoria do primeiro ataque de domingo, no qual três atiradores palestinos abriram fogo contra um posto do Exército israelense em Erez, entre a Faixa de Gaza e Israel, matando quatro soldados palestinos e ferindo quatro outros. Os atiradores também morreram.
No mesmo dia, outro israelense foi morto junto com dois atiradores palestinos em Hebron, na Cisjordânia, segundo o Exército de Israel.
O secretário de Estado americano, Colin Powell, pediu aos dois lados que não permitam que os últimos episódios de violência os desviem do caminho para a paz.





