10/06/2003 09h33 – Atualizado em 10/06/2003 09h33
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em maio atingiu 0,61%, patamar inferior ao avanço de 0,97% registrado em abril. As informações foram divulgadas nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 17,24%. Nos primeiros cinco meses de 2003, a inflação oficial é de 6,80%.
A média das projeções do mercado financeiro, entretanto, apostava em índice de 0,50% em maio, conforme apurou a última pesquisa Focus do Banco Central. Em maio de 2002, o IPCA apurou inflação de 0,21%.
A desaceleração tanto dos preços dos alimentos quanto dos itens não-alimentícios foi o motivo determinante para o recuo do IPCA em maio. Os produtos alimentícios, influenciados pela safra, subiram 0,63%, contra variação de 1,01% em abril. A alta dos itens não alimentícios, por sua vez, retrocedeu de 0,96% em abril para 0,60% em maio.
O item que causou o maior impacto individual no IPCA foi novamente a energia elétrica, que subiu 6,45% em maio, quase o dobro da variação de 3,28% observada em abril.
O maior índice regional foi registrado em Recife (1,82%) e o menor, em Curitiba, onde houve deflação de 0,36%. No Rio de Janeiro, o IPCA de maio ficou em 0,71% e, em São Paulo, o índice apontou alta de 0,39%.
INPC – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou alta de 0,99% em maio. O resultado é inferior ao de abril, quando a taxa foi de 1,38%. Nos últimos 12 meses, o indicador acumula alta de 20,44% e, nos cinco primeiros meses de 2003, de 7,90%.
O INPC é calculado entre as famílias com renda mensal até 8 salários mínimos nas nove maiores regiões metropolitanas do país. O maior índice regional de abril foi registrado em Recife (2,37%), puxado pela alta de 14,04% nas tarifas de ônibus. O menor índice regional ocorreu em Curitiba (deflação de 0,21%). O Rio de Janeiro apurou variação positiva de 0,72% e São Paulo, de 0,62%.




