10/06/2003 15h06 – Atualizado em 10/06/2003 15h06
Uma nova versão do vírus Bugbear está se espalhando pelo mundo em uma velocidade três vezes maior do que a original, que causou grandes prejuízos no ano passado.
Em apenas 24 horas, o Bugbear.B causou o mesmo estrago que o vírus do ano passado levou três dias para conseguir.
O mais recente levantamento da MessageLabs, uma empresa especializada na detecção de vírus, afirma que o Bugbear.B já chegou a 165 países, e os mais infectados são a Grã-Bretanha (23% dos casos), os Estados Unidos (12%) e a Itália (8%).
Outra empresa da área, a Trend Micro, a partir de uma amostra menos numerosa de casos, coloca o Brasil como terceiro país mais infectado, depois da Alemanha e dos Estados Unidos.
E-mail:
A MessageLabs considera o risco de contaminação pelo Bugbear.B ainda alto, apesar de as estatísticas mostrarem que o ápice dos casos ocorreu na quinta-feira.
Já a Trend Micro colocou o nível de risco de contaminação como médio.
O Bugbear.B age por meio de programas de e-mail, e a velocidade com que se está difundindo é tamanha que motivou várias empresas especializadas na detecção de vírus a emitirem alertas vermelhos a seu respeito.
O vírus se difunde rapidamente usando várias estratégias para convencer os usuários de computador a abrir os e-mails contaminados.
Disfarce:
Uma das formas é utilizar um comando encontrado no Microsoft Outlook que automaticamente abre os arquivos anexados às mensagens.
Para dar uma aparência inofensiva à mensagem, o vírus utiliza trechos de documentos arquivados nos computadores que já infectou e de onde é enviado para novas vítimas.
Segundo especialistas, o vírus pode causar danos como permitir que arquivos confidenciais sejam vazados para o exterior e também facilita a ação de hackers nos computadores infectados.
Dessa maneira, eles podem, por exemplo, obter informações sobre cartões de créditos e outros dados confidenciais dos usuários.





