12/06/2003 10h41 – Atualizado em 12/06/2003 10h41
Uma pessoa que tenha uma dieta com grande quantidade de ferro pode aumentar o risco de desenvolver o mal de Parkinson, de acordo com cientistas.
Um estudo concluiu que as pessoas que têm altos níveis tanto de ferro quanto de manganês apresentam quase duas vezes mais chances de desenvolver a doença do que aquelas com menores níveis desses minerais em suas dietas.
Espinafre, legumes, nozes e grãos integrais estão entre os alimentos que são ricos tanto em ferro quanto em manganês. O ferro também é encontrado na carne vermelha e em aves.
Os dois minerais contribuem para que as células liberem substâncias tóxicas chamadas radicais livres.
Danos:
Radicais livres causam danos a tecidos e foram associados ao mal de Parkinson.
Os pesquisadores enfatizaram que não estavam aconselhando as pessoas a parar de comer esses alimentos, mas disseram que sua descoberta aumentaria a compreensão de como a doença se desenvolve.
O estudo, feito por pesquisadores da Universidade de Washington, comparou 250 pessoas que descobriram recentemente sofrer do mal de Parkinson com 388 outras pessoas que não tinham a doença.
Elas foram entrevistadas para se descobrir a freqüência com que comiam determinados alimentos.
Aquelas que tinham os níveis mais altos de ferro em suas dietas (uma fatia equivalente a 25% do total de entrevistados) tinham uma probabilidade 1,7 vez maior de desenvolver a doença, comparadas com os 25% que ingeriam menos ferro.
Se os níveis de ferro e manganês estivessem mais altos do que a média, essa probabilidade seria 1,9 vez maior.
Tomar multivitaminas e suplementos de ferro aumenta o risco ainda mais.
“A liberação de radicais livres pode causar degeneração de células do cérebro que produzem dopamina. São as mesmas células afetadas pelo mal de Parkinson”, disse Harvey Checkoway, que chefiou a equipe de cientistas.
“Mas há numerosos fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida que podem determinar quem vai desenvolver a doença. É muito cedo para fazer recomendações sobre mudanças de hábitos alimentares”, afirmou.




