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sábado, 27 de junho de 2026

Esquadrilha da Fumaça vai colorir o céu da cidade

13/06/2003 08h47 – Atualizado em 13/06/2003 08h47

Amanhã a Lagoa Maior deverá ser o ponto de encontro de toda comunidade treslagoense que gosta de curtir emoções fortes. A partir das 14 horas, a Esquadrilha da Fumaça, da Força Aérea Brasileira (FAB) vai estar realizando um show como parte da programação oficial alusivo aos festejos de comemoração dos 88 anos de emancipação política administrativo do município de Três Lagoas.

O capitão Wagner de Almeida Esteves e o sargento Robertson Luiz Silvestre Tamburus, da Esquadrilha da Fumaça, da Força Aérea Brasileira (FAB), estiveram reunidos com os coordenadores dos festejos e com o prefeito Issam Fares e confirmaram a realização de um show, inclusive prometendo agitar o público com manobras super radicais.

APRESENTAÇÃO

O show contará com uma equipe de sete aviões Tucano, agora identificados com as cores da Bandeira do Brasil, segundo esclareceu o capitão Esteves.

Na apresentação de 30 minutos, os pilotos da FAB irão fazer 25 diferentes manobras, a uma altura de mil metros, sobre a Lagoa Maior.

“Para um piloto ser escolhido a fazer parte da Esquadrilha da Fumaça passa obrigatoriamente por uma experiência de 1,5 mil horas de vôo e 800 horas de instrução”, informou o capitão da FAB.

A Esquadrilha da Fumaça realiza 10 a 15 demonstrações por mês, na sua maioria em eventos realizados em várias cidades do país.

Conheça um pouco da história da Esquadrilha da Fumaça

Nascida espontaneamente no dia 14 de maio de 1952, no Campo dos Afonsos, surgiu da iniciativa de alguns instrutores de vôo da então escola de aeronáutica, que acreditavam na necessidade de manter em alto o grau de moral de jovens que ensaiavam seus primeiros e vacilantes passos em busca de um ideal.

No ano seguinte, a 23 de outubro, Dia do Aviador, a Esquadrilha da Fumaça para facilitar o acompanhamento das evoluções por parte dos espectadores e a partir daí passou a ser conhecida pelo nome de que recebeu do povo – Esquadrilha da Fumaça.

A exemplo da própria aviação militar, presa durante algum tempo ao cinturão do Campo dos Afonsos, a Esquadrilha da Fumaça só conseguiu fazer sua primeira demonstração fora do Rio de Janeiro cerca de 3 anos após o seu surgimento. Daí em diante, sentiu-se que o grupo guardava um potencial digno de vôos maiores.

Passou a percorrer o país em todas as direções e, eventualmente, chegou a voar em céus argentinos, uruguaios, paraguaios, bolivianos, guatelmatecos, guianeses e panamenhos.

Em suas apresentações, a esquadrilha da fumaça não se limitava a voar, isso não teria o menor sentido se não se explicasse a razão da presença daquele grupo o que procurava dizer cada uma das evoluções. E as populações das empoeiradas cidades do interior muitas delas com aeródromos que nunca tinham visto um avião da força aérea, passavam a conhecer intimamente suas atividades e realizações.

Não raro, o conhecimento gerava o interesse e deste à vontade em participar da organização a distância era mínima. A Esquadrilha da Fumaça carreou inúmeros jovens para a FAB, responsabilizando-se pela vibração dos seus passos iniciais até a carreira.

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