16/06/2003 08h01 – Atualizado em 16/06/2003 08h01
Israelenses e palestinos se aproximaram de um acordo de segurança que permitiria uma retirada militar de Israel do norte da faixa de Gaza e da cidade de Belém, na Cisjordânia.
Representantes das duas partes do conflito se reuniram na noite deste domingo para negociar a implementação da rota da paz, novo plano para pôr fim à violência no Oriente Médio.
Em troca da retirada, o governo do primeiro-ministro Ariel Sharon exige que o premiê palestino, Mahmoud Abbas, impeça que militantes de grupos como Hamas e Jihad Islâmico façam mais atentados.
O diálogo já vinha avançando após uma reunião, no sábado, entre o general Amos Gilad – coordenador de atividades de Israel em território palestino – e o chefe dos serviços de segurança da Autoridade Nacional Palestina, Mohammed Dahlan.
Egito:
O Egito tenta ajudar a frear o conflito enviando uma delegação aos territórios palestinos. Os enviados egípcios negociam com o Hamas um acordo de cessar-fogo.
Integrantes do Hamas continuam contrários ao plano de paz, mas prometeram estudar as idéias que lhes foram apresentadas pelo Egito.
Os Estados Unidos também continuam empenhados em acalmar os ânimos na região. O enviado americano ao Oriente Médio, John Wolf, se reuniu no domingo com assessores de Sharon. E deve encontrar o primeiro-ministro de Israel nesta segunda-feira.
A missão de Wolf ganhou mais força quando o secretário de Estado americano, Colin Powell, declarou que os “Estados Unidos não hesitarão” na implementação do mais novo plano de paz para a região.
Ele exigiu que os dois lados parem de responder violência com mais violência para que os ataques não minem as negociações.



