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domingo, 28 de junho de 2026

Governador chama greve dos metroviários de descabida

17/06/2003 16h08 – Atualizado em 17/06/2003 16h08

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) classificou como “descabida” a greve dos funcionários do metrô e afirmou que o governo mantém a sua posição de não conceder o aumento reivindicado pela categoria, de 18,13%.

  • Eu entendo que é totalmente descabida (a greve), porque você está no meio de um processo que não se encerrou. O governo entrou com recurso no Tribunal Superior do Trabalho, e essa audiência vai ser na segunda-feira. Portanto, não se concluiu o processo jurídico – disse o governador, durante viagem à região de Campinas.

De acordo com ele, os funcionários do metrô descumprem uma decisão judicial ao realizar a paralisação.

  • Eles não cumpriram a determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), porque o TRT colocou claramente que 80% dos trens deveriam circular, e no horário de pico, 100%. Isso não foi cumprido. A população não pode ficar refém de um sindicato ou de uma categoria – declarou Alckmin, lembrando que a multa pelo descumprimento da decisão da Justiça é de R$ 200 mil por dia.

Ao comentar sobre a reivindicação dos metroviários, ele afirmou:

  • O governo é firme na sua posição.

ela manhã, o Secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, já havia afirmado que a Companhia do Metropolitano não atenderá a reivindicação dos metroviários porque não há recursos suficientes para dar o reajuste solicitado.

O governador ressaltou que se o governo der o aumento pedido as despesas com pessoal ultrapassarão 80% da receita.

  • O Metrô chegará a mais de 82% das suas despesas com pessoal, e você ainda tem de manter sistema de energia elétrica, realizar a manutenção de equipamentos. Os salários não são baixos, têm cláusulas com 90 benefícios. Nós não vamos permitir que a população fique refém do sindicado – acrescentou ele.

Com o metrô parado, 2,6 milhões de pessoas foram prejudicadas hoje na capital. Uma audiência de conciliação ocorre nesta tarde. Depois, os metroviários decidem se voltam ou não ao trabalho amanhã.

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